Dono de frigorífico grava ‘reconstituição’ e diz que denúncia de trans foi armação
Na encenação, ele chega a uma casa de massagem e as "funcionárias" combinam de chamar uma trans para tentar extorqui-lo
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O proprietário do Frigorífico Goiás, Leandro Batista Nóbrega, conhecido pela “picanha do Bolsonaro”, publicou um vídeo intitulado “pronunciamento oficial” nesta segunda-feira (13) com uma “reconstituição” em que sugere ser vítima de uma armação. Na encenação, ele chega a uma casa de massagem e as “funcionárias” combinam de chamar uma trans para tentar extorqui-lo.
Na filmagem, o empresário aparece sendo chantageado e dizendo que não vai pagar. “Comprou picanha, veio linguiça, não leva, devolva e não pague porr@!!!!”, escreveu o dono do estabelecimento em seu perfil.
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A publicação ocorre dias depois de o empresário ser acusado de se recusar a pagar por um programa sexual e fazer ameaças. Conforme divulgado, Leandro teria se irritado após a mulher dizer que fazia o papel de ativa.
Consta na denúncia que o homem teria feito ameaças e oferecido dinheiro para o caso não ser divulgado. A própria acompanhante publicou o vídeo em que o proprietário do frigorífico é questionado pelas postagens que costuma fazer em seu perfil, enquanto está na cama.
A denunciante diz, ainda, que o valor combinado para o programa era de R$ 500. O contato para o encontro ocorreu pelo WhatsApp, conforme o boletim de ocorrência.
“A declarante diz que fez o atendimento de Leandro (serviços de ordem sexual). Leandro não ficou contente, pois queria ser passivo, e a declarante disse que não fazia ativo. Leandro foi tomar banho e, quando voltou do banheiro, ela percebeu que aquele homem era do Frigorífico Goiás”, informou no documento.
Ela registrou a ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em 15 de junho.