Saúde

Em caso de urgência, paciente do SAMU pode ser levado para hospitais privados

Em casos de urgência, pacientes socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) podem ser transportados…

Em casos de urgência, pacientes socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) podem ser transportados para hospitais particulares de Goiânia. Esta é a proposta do projeto de lei 373/2017, de autoria da vereadora Tatiana Lemos (PCdoB), aprovado na Câmara Municipal nesta terça-feira (17).

O projeto estabelece que o transporte do paciente para a instituição de saúde privada pode acontecer quando o mesmo tiver plano de saúde e manifestar o desejo de ser levado para o hospital de sua preferência. Nos casos em que a pessoa não estiver consciente ou sem condições de manifestar sua opção essa tarefa cabe à família do mesmo.

Tatiana explica que atualmente, todo paciente socorrido pelo Samu é obrigatoriamente levado para um hospital público. No local, após passar por avaliação e caso opte, a pessoa pode ser transferida para uma instituição de sua preferência ou que atenda seu plano de saúde.

Para a vereadora, este sistema contribui para a superlotação dos hospitais públicos. “Às vezes o paciente tem o plano de saúde, ele já tem um médico da rede provada que o atende e está sendo obrigado a ir para o hospital público. Isso superlota o hospital público e prejudica o atendimento daquele paciente que não tem outra opção a não ser o sistema público de saúde”, argumenta.

Tatiana lembra que existe uma portaria do Ministério da Saúde que estabelece a remoção de pacientes que tenham planos de saúde para a rede privada. No entanto, esta normativa não está em vigor em Goiânia até o momento.

Apesar da possibilidade de transporte imediato para hospitais particulares, a vereadora ressalta que a análise do paciente continua sendo do socorrista do Samu. Caso o estado da pessoa seja grave, por exemplo, e haja necessidade de atendimento por médicos da rede pública, o profissional do socorro deve informar à família da vítima. Além disso, o projeto determina que deve ser registrada no boletim de ocorrência da equipe de atendimento a opção por remoção.

O objetivo principal do projeto segundo Tatiana é desafogar o sistema público de saúde, principalmente as emergências. O projeto de lei foi aprovado em segunda votação e ainda deve passar pela sanção do prefeito Iris Rezende (MDB) para entrar em vigor.