Versões divergentes

Empresário nega ter agredido influencer em Goiânia: “acusações falsas”; assista

“Em nenhum momento eu enforquei ou agredi. Eu apenas segurei para conter e tirar do meu apartamento”, disse o empresário

Montagem
A Justiça aceitou a denúncia, e o caso agora tramita na esfera criminal (Foto: reprodução)

Em vídeo disponibilizado por sua defesa, o empresário Alcides Bortoli Antunes, de 35 anos, apresentou sua versão sobre o episódio de violência envolvendo a influenciadora Nayara da Conceição Brito, de 23, registrado por câmeras de segurança em um prédio de alto padrão, em Goiânia. As imagens mostram o casal dentro de um elevador, em meio a uma discussão que termina com Nayara sendo imobilizada e perdendo as forças. O caso ocorreu em 21 de fevereiro de 2025 e é apurado pela Polícia Civil.

Na gravação, Alcides afirma que as acusações são falsas e que o vídeo divulgado “mostra apenas um recorte fora de contexto”. Segundo ele, a influenciadora foi até seu apartamento mesmo após ter sido bloqueada e iniciou um tumulto no local. O empresário alega que tentou apenas retirá-la do imóvel após a mulher quebrar objetos e danificar seus bens. “Ela começou a quebrar tudo. Eu liguei para o 190 dizendo que havia uma pessoa na minha casa quebrando minhas coisas e me agredindo”, declarou.

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Imagem de um dos prints
“Eu não agredi ninguém”, diz o empresário enquanto mostra recortes de imagens (Foto: reprodução)

Sobre o momento registrado no elevador, Alcides nega ter enforcado a jovem e afirma que tentava apenas contê-la. “Eu não estou enforcando, estou segurando. Estava todo arranhado, mordido”, disse. Ele sustenta que foi o único lesionado, que a polícia não constatou marcas em Nayara e que, por isso, não houve prisão. Também afirma possuir laudos, fotos, perícia dos danos no apartamento e depoimento do vigilante do prédio. Apesar das afirmações, nenhum documento oficial foi enviado à reportagem.

O empresário confirmou ainda que move ações por injúria, difamação, dano moral e patrimonial contra a influenciadora, após ela tornar o caso público. Segundo ele, as próprias imagens das câmeras foram anexadas por sua defesa ao processo e, posteriormente, acessadas por Nayara.

O Mais Goiás solicitou à defesa do empresário acesso às documentações citadas no vídeo, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. Sobre a afirmação de Alcides de que Nayara teria se levantado “assim que acreditou que estava fora do alcance das câmeras”, a advogada informou que há vídeos que serão utilizados exclusivamente no processo judicial, como parte da estratégia de defesa.

Imagem da jovem sendo agredida
“Apaguei. Mesmo assim, ele me arrastou”, disse a jovem, referindo-se às imagens de segurança (Imagem cedida ao Mais Goiás)

Versão da influenciadora

Nayara afirma que foi ao apartamento de Alcides para questioná-lo sobre uma traição e que a discussão evoluiu para agressões físicas. Segundo ela, foi puxada à força para o elevador, imobilizada e sufocada até perder os sentidos, sendo arrastada em seguida para fora do local. A jovem diz que tentou pedir ajuda, mas estava sem o celular e não conseguiu acionar a polícia.

Ela registrou ocorrência na Delegacia da Mulher, realizou exame de corpo de delito e solicitou acesso às imagens, que só foram liberadas quase um ano depois. Após ver os vídeos, decidiu tornar o caso público, alegando que eles contradizem a versão apresentada pelo empresário à Justiça.

Ministério Público denuncia empresário por violência doméstica

O Ministério Público de Goiás formalizou denúncia contra o empresário Alcides Bortoli Antunes por lesão corporal no contexto de violência doméstica. A acusação foi apresentada na quarta-feira (21) e aceita pela Justiça na segunda-feira (26), o que abriu uma ação penal contra ele.

Segundo a denúncia, o empresário reagiu de forma desproporcional e violenta, partindo para agressões físicas. A promotoria sustenta que ele conteve a vítima, a atingiu com tapas e a impediu de se movimentar ao pressionar o pescoço dela. O texto aponta que Nayara tentou se defender, deixando marcas no agressor ao reagir.

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