TIRA-DÚVIDAS

Entenda as diferenças entre as vacinas contra dengue aplicadas no Brasil

Imunizantes possuem fabricantes, públicos-alvo e esquemas de aplicação diferentes; entenda o que muda entre eles

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Suspensão preventiva da vacina aplicada em profissionais de saúde gerou dúvidas sobre a imunização contra a dengue (Foto: reprodução)

A suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan gerou dúvidas entre a população e reacendeu o debate sobre as vacinas disponíveis no país. Apesar da interrupção preventiva determinada pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa, a vacina Qdenga, produzida pela farmacêutica Takeda, continua sendo aplicada normalmente em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, público-alvo da campanha em Goiás.

Embora ambas tenham o objetivo de reduzir casos graves e mortes provocadas pela dengue, as vacinas atualmente utilizadas no Brasil possuem características distintas. Os imunizantes possuem fabricantes, públicos-alvo e esquemas de aplicação diferentes.

A vacina do Instituto Butantan, que teve a aplicação suspensa preventivamente para investigação, começou a ser utilizada em fevereiro de 2026. Em Goiás, ela foi destinada exclusivamente a profissionais de saúde da atenção primária. O imunizante tem esquema de dose única e integra um monitoramento ampliado conduzido pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Já a Qdenga, desenvolvida pela farmacêutica Takeda, segue disponível normalmente nas unidades de saúde. Em Goiás, ela é aplicada em crianças e adolescentes na faixa etária definida pelo Ministério da Saúde como prioritária para a vacinação.

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Enquanto a vacina do Instituto Butantan passa por investigação, a Qdenga continua sendo aplicada normalmente (Foto: reprodução)

Por que a vacina do Butantan foi suspensa?

A suspensão ocorreu após a notificação de eventos adversos graves em investigação registrados em diferentes estados do país. Segundo as autoridades sanitárias, a medida é preventiva e não significa que já exista comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina.

Em Goiás, mais de 10 mil doses foram aplicadas e apenas um caso grave está sendo investigado. O paciente recebeu alta hospitalar e passa bem.

A orientação é voltada para profissionais de saúde que receberam a vacina do Butantan nos últimos 21 dias. Caso apresentem sintomas como febre, dor no corpo, dor de cabeça, náuseas, vômitos ou prostração, devem procurar uma unidade de saúde e informar que receberam o imunizante.

Qdenga continua sendo aplicada

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a suspensão não afeta a Qdenga. O imunizante continua disponível para crianças e adolescentes dentro da faixa etária estabelecida e segue sendo recomendado como uma importante ferramenta de prevenção contra a dengue.

Segundo dados da SES-GO, a dengue provocou 122 mortes em Goiás no ano passado, cenário que mantém a vacinação como uma das principais estratégias para reduzir complicações e óbitos causados pela doença.

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