Ex matou professora em Jataí após tentativa frustrada de reconciliação, conclui polícia
O casal estava separado havia cerca de 30 dias, inclusive morando em casas diferentes
A Polícia Civil de Goiás concluiu na sexta-feira (24) o inquérito que apurou o feminicídio da professora Antônia Tomaz Vieira, de 55 anos, morta a tiros na noite de 21 de março, no setor Divino Espírito Santo, em Jataí, no sudoeste goiano. O autor do crime foi o ex-companheiro da vítima, o empresário Luziano Rosa Parreira, de 54 anos, que tirou a própria vida logo após os disparos.
De acordo com a investigação, o crime foi premeditado. No local, os policiais encontraram uma carta de despedida assinada e datada de 17 de março, quatro dias antes do ocorrido. O conteúdo não foi divulgado para preservar a família, mas, segundo a Polícia Civil, reforça a intenção prévia do autor.
Vítima e autor estavam divorciados
As apurações indicaram que o casal estava separado havia cerca de 30 dias, inclusive morando em casas diferentes, e que o investigado não aceitava o fim do relacionamento, especialmente após o pedido de divórcio feito pela vítima. No dia do crime, ele teria feito diversas ligações para Antônia e, ao descobrir que ela estava na casa da avó, foi até o local.
Ainda conforme o inquérito, há indícios de que o homem tentou uma reconciliação antes do crime, um urso de pelúcia com etiqueta foi encontrado na cena. Após a recusa da professora em reatar o relacionamento, ele sacou um revólver calibre .357 e efetuou pelo menos quatro disparos, que atingiram a vítima. Em seguida, atentou contra a própria vida.
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Os corpos foram encontrados na calçada, em frente à residência. Equipes da Polícia Militar isolaram a área e a Polícia Técnico-Científica realizou a perícia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou as mortes, e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).
A arma utilizada era registrada, e o autor possuía autorização para posse. Não havia registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal.
Durante a investigação, testemunhas foram ouvidas e os celulares das vítimas passaram por análise. Imagens de câmeras de segurança da região não contribuíram de forma significativa para o caso.
Ao Mais Goiás, o delegado responsável pelo caso, Marlon Luz, revelou que testemunhas que estavam em um bar próximo ao local do crime relataram, em depoimento, que ouviram gritos de socorro da vítima, provavelmente no momento em que o homem sacou a arma.
Em relatório final, a Polícia Civil destacou que a motivação do crime está relacionada à não aceitação do término do relacionamento e a um sentimento de posse em relação à vítima. Não foi identificada a participação de terceiros. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário com sugestão de arquivamento, em razão da morte do autor.
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