Família, cachorro e criança de 6 anos: veja quem são as vítimas do acidente na GO-139
Colisão entre carro e caminhão deixou quatro mortos no sudeste de Goiás. Única sobrevivente da família, uma menina de 8 anos, está internada em estado grave
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Uma viagem em família terminou em tragédia na noite de quinta-feira (30), na GO-139, entre os municípios de Vianópolis e São Miguel do Passa Quatro, na região Sudeste de Goiás. As quatro pessoas que morreram na colisão frontal entre um carro e um caminhão eram um casal, um dos filhos do motorista e uma menina de 6 anos que acompanhava a família. A mulher estava grávida de três meses. Uma menina de 8 anos, filha do condutor, sobreviveu ao acidente e segue internada em estado grave.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Silvânia, as vítimas fatais são Davi Gonçalves Oliveira, de 35 anos, que conduzia o carro; Elizene Moreira da Silva, de 28 anos, companheira de Davi e madrasta das crianças; Deivid Gonçalves Ferreira, de 13 anos, filho do motorista; e Thayla Izabelly Gomes de Souza, de 6 anos, amiga da família que também estava no veículo.

Segundo os socorristas, Elizene estava grávida de aproximadamente três meses no momento do acidente. Um cachorro que viajava com os ocupantes do carro também morreu. A família seguia para casa de familiares, onde iriam passar alguns dias de férias.
A única sobrevivente entre os passageiros do carro é uma menina de 8 anos, filha de Davi e irmã de Deivid. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Vianópolis e, devido à gravidade dos ferimentos, transferida para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Conforme a unidade de saúde, a criança permanece em estado grave e respira com auxílio de aparelhos.
No caminhão viajavam apenas o motorista e o filho dele, de 5 anos. Os dois sofreram ferimentos leves.
Investigação
O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio culposo na direção de veículo automotor. Segundo o delegado Kennet Carvalho, ainda não há elementos suficientes para apontar quem provocou a colisão.
Em depoimento, o motorista do caminhão afirmou que o carro trafegava em zigue-zague e em alta velocidade. Ele disse que tentou evitar o impacto desviando para a contramão, mas não conseguiu impedir a batida. Ainda conforme o relato, havia latas de cerveja no interior do automóvel.
O caminhoneiro permaneceu no local após o acidente, acompanhou o trabalho das equipes de resgate e prestou depoimento para Polícia Civil.
O delegado ressaltou que as circunstâncias do acidente continuam sendo apuradas e que, neste momento, não é possível atribuir responsabilidade a nenhum dos condutores.
Trecho estava sem sinalização horizontal
Durante a investigação, a Polícia Civil constatou que o trecho onde ocorreu a colisão passava por obras e estava temporariamente sem sinalização horizontal e vertical.
Segundo o delegado, a retirada da sinalização foi em razão dos serviços executados na rodovia, mas ainda não há elementos que permitam afirmar que essa condição tenha contribuído para o acidente. Ele destacou que o asfalto estava em boas condições e que as obras eram realizadas apenas durante o dia.
Em nota, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) lamentou as mortes e informou que o trecho contava com reforço na sinalização de advertência, incluindo placas alertando sobre a ausência temporária da sinalização viária e estabelecendo limite de velocidade de 40 km/h.
A investigação continua.