Família pede investigação após morte de mulher que deu à luz gêmeos em Crixás
Parentes questionam atendimento e intervalo até a transferência para Uruaçu. Secretaria de Saúde de Crixás diz que procedeu corretamente
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A família de Cristiane Rodrigues, de 41 anos, registrou um boletim de ocorrência e pede que a Polícia Civil investigue o atendimento recebido por ela após o parto de gêmeos em Crixás, no norte de Goiás. Cristiane morreu no dia 11 de outubro depois de ser transferida para um hospital em Uruaçu. Os dois bebês nasceram e receberam alta no segundo dia de vida.
A principal dúvida dos parentes é se Cristiane deveria ter sido encaminhada antes para uma unidade com UTI. Segundo a irmã dela, Ana Rodrigues Neves, o parto ocorreu por volta das 15h, mas a transferência só aconteceu perto das 23h. Ana afirma que a família insistiu em relatar as dores de Cristiane e que ela teve uma convulsão antes da remoção.
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“Minha irmã foi convencida de que ter os filhos dela aqui na cidade de Crixás seria seguro, mesmo aqui não havendo UTI”, disse Ana à TV Anhanguera. Ela também questiona a decisão de realizar o parto no município diante das alterações de pressão e das dores que, segundo a família, Cristiane apresentou no dia anterior.
Os familiares relatam que, na segunda metade da gestação, Cristiane teve pressão alta, anemia e infecção urinária.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Crixás afirmou que não houve intercorrências no acompanhamento da gravidez nem durante o parto. Segundo a pasta, Cristiane apresentou síndrome HELLP no pós-parto e a transferência foi providenciada imediatamente. A família contesta o tempo que, afirma, ela aguardou até ser levada a Uruaçu.
O hospital que recebeu Cristiane informou que ela chegou em estado extremamente grave e morreu apesar das tentativas de reanimação.
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A síndrome HELLP é uma complicação obstétrica grave que pode surgir antes ou depois do parto. Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico depende de avaliação clínica e exames laboratoriais, e o quadro exige atendimento imediato. No caso de Cristiane, a investigação deverá estabelecer quando surgiram os sinais da doença e como se deu a assistência em cada unidade.