Domingo, 09 de Agosto de 2026
INVESTIGAÇÃO

Fazendeiro é encontrado carbonizado dentro de caminhonete em Caturaí; caseiro é investigado pelo crime

Suspeito foi preso, mas Justiça determinou que ele responda em liberdade com tornozeleira eletrônica. Defesa nega envolvimento

Por - Goiânia,GO
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Fazendeiro é encontrado carbonizado dentro de caminhonete em Caturaí; caseiro é investigado pelo crime

O corpo do fazendeiro Cleuber Parreira da Silva, de 66 anos, foi encontrado carbonizado dentro da própria caminhonete na zona rural de Caturaí, na Região Metropolitana de Goiânia. O caso é tratado como homicídio e um caseiro de 34 anos, que trabalha em uma propriedade vizinha, é investigado pela possível participação no crime. 

Ele chegou a ser preso, mas foi colocado em liberdade pela Justiça com o uso de tornozeleira eletrônica durante o andamento das investigações. Cleuber saiu de casa, em Goiânia, na terça-feira (4), com destino ao sítio da família. No dia seguinte, à tarde, o corpo dele foi localizado dentro do veículo, que estava na zona rural do município.

A Polícia Civil investiga o que aconteceu entre a saída do fazendeiro de casa e a localização do corpo. Uma das linhas da investigação envolve André de Oliveira Souza, de 34 anos. A suspeita sobre o caseiro surgiu depois que um carro ligado a ele foi identificado nas proximidades do local onde o corpo foi encontrado.

André foi preso, mas a prisão não foi mantida. Durante a audiência de custódia, o juiz Demétrio Mendes Ornelas Júnior afirmou haver elementos que apontavam para a materialidade do crime e indícios de possível autoria. Segundo o magistrado, a prisão em flagrante ocorreu fora do prazo legal e, por isso, não poderia ser mantida.

O juiz também apontou que não foram encontrados com o investigado armas, instrumentos, objetos ou documentos que o ligassem diretamente ao homicídio. Ainda conforme a decisão, André foi localizado na tarde seguinte ao crime, no sítio onde trabalhava, exercendo normalmente suas atividades.

Defesa contesta suspeita

A defesa de André nega que ele tenha participado da morte de Cleuber. O advogado Leonardo Kennedy afirma que o investigado apenas teria emprestado o veículo a outra pessoa e a descrição feita por uma testemunha não corresponde às características físicas do caseiro.

Segundo o advogado, uma testemunha relatou ter visto dentro de um carro um homem de pele morena, rosto fino, boné preto, camisa preta, calça jeans e dois brincos, um em cada orelha.

A defesa sustenta que André tem características diferentes das descritas pela testemunha. Ele é negro, tem rosto arredondado, não usa brincos e não possui as orelhas furadas. O advogado também afirma que o caseiro estava trabalhando em outro local no momento mencionado no depoimento.

Em nota, a defesa argumentou ainda que o veículo teria sido emprestado a um terceiro, algo que, segundo o advogado, seria uma prática comum entre moradores de propriedades rurais vizinhas.

A defesa também criticou a condução inicial da investigação e afirmou que, ao tentar apresentar uma resposta rápida para o caso, a polícia teria deixado de procurar adequadamente o verdadeiro autor do crime.

Família diz que não havia desavença

A família de Cleuber afirma não conhecer qualquer conflito entre o fazendeiro e André. Segundo os parentes, os dois mantinham uma boa relação.

A investigação continua.

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