AGENDADA

Após quase duas semanas de espera, bebê com hidrocefalia consegue consulta em Goiânia

Família aguardava desde o dia 6 de março; acompanhamento será feito no Hospital das Clínicas da UFG

Bebê com hidrocefalia consegue consulta em Goiânia (Foto: ilustração/Pixabay)

Após aguardar na fila espera por quase duas semanas, a pequena Luna Vitória, diagnosticada com hidrocefalia ainda durante a gestação, teve a consulta com neurocirurgião agendada. O atendimento foi marcado na quinta-feira (19) e está previsto para o dia 25 de março, no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), em Goiânia.

A família aguardava desde o dia 6 de março por uma vaga por meio do sistema de regulação. Segundo a mãe, a entregadora Flaviana Magda Santos, a situação era angustiante, já que a bebê precisa de acompanhamento especializado contínuo após passar por uma cirurgia ainda na barriga.

Luna foi submetida, no sétimo mês de gestação, a um procedimento intrauterino para conter o avanço da hidrocefalia, condição caracterizada pelo acúmulo de líquido no cérebro. Na ocasião, foi implantado um shunt, dispositivo que ajuda a drenar o excesso de líquido e reduzir a pressão intracraniana.

Apesar da cirurgia, o acompanhamento com um neurocirurgião é considerado essencial para avaliar a evolução do quadro e a necessidade de novas intervenções, como a colocação de uma válvula definitiva. De acordo com a mãe, a bebê já apresenta sinais de aumento no tamanho da cabeça.

Antes da consulta ser marcada, Flaviana chegou a relatar que a posição da filha na fila de espera havia regredido. Luna, que já esteve entre as primeiras colocações, chegou a ocupar a 16ª posição no sistema.

Procurada anteriormente, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que as filas de regulação são dinâmicas e que a ordem não segue apenas a cronologia de entrada, mas também critérios de prioridade clínica.

Após nova solicitação da reportagem, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou que o caso passou a ser acompanhado em conjunto com a SMS de Goiânia e que houve alinhamento com o Hospital das Clínicas para garantir a continuidade do tratamento na própria unidade onde a bebê já havia sido operada.

Segundo a pasta, o fluxo assistencial foi ajustado para evitar a transferência da paciente para outro local, garantindo que o acompanhamento seja realizado no HC-UFG.

À reportagem, a mãe afirmou acreditar que a consulta foi marcada após a cobrança do caso. “Eu achei interessante mostrar que só marcou porque vocês cobraram. Se não tivessem intervindo, não tinha marcado até hoje”, afirmou.