VIAGEM

Após ser barrado, goiano retoma viagem de moto da Antártida ao Alasca

Impasse com documentação de veículo na Nicarágua levou à suspensão da viagem em 2022

Wilney Ribeiro (Foto: reprodução)

O comerciante goiano Wilney Ribeiro de Almeida, de 48 anos, conhecido como “Presi“, criador do “Diário do Presi”, segue determinado a concluir a expedição “Da Antártida ao Alasca”, projeto pessoal documentado em formato de websérie nas redes sociais. O trajeto, que é realizado de moto, foi retomado em fevereiro de 2026 após uma pausa estratégica em Goiânia para reorganização financeira. A estimativa é a de que o custo global chegue a até R$ 140 mil.

A nova etapa, intitulada “Alasca, o Retorno”, também marca uma tentativa de superar um obstáculo do passado. Em 2022, o viajante precisou interromper a viagem ao ser impedido de entrar em Nicarágua, que não aceitou a documentação digital da motocicleta emitida no Brasil.

Na época, o país exigia o documento físico, modelo que já não era mais disponibilizado, o que inviabilizou a continuidade do trajeto. Mais experiente e preparado, ele voltou à estrada com o objetivo de concluir o percurso.

Desafios

Atualmente em Bogotá, na Colômbia, Wilney enfrenta um dos trechos mais desafiadores da expedição, a travessia do Estreito de Darién, região sem ligação terrestre entre a Colômbia e o Panamá. Para avançar, é necessário transportar a motocicleta por via aérea, operação que se tornou mais cara nas últimas semanas.

Segundo o próprio viajante, o custo do envio saltou de cerca de 2.400 para aproximadamente 4.000 dólares. O aumento, de acordo com ele, está relacionado ao cenário geopolítico internacional, especialmente aos reflexos da crise envolvendo o Irã, que impactam diretamente o transporte aéreo.

Apesar dos desafios logísticos e financeiros, Wilney mantém o foco na conclusão da expedição. A proposta da websérie é registrar não apenas as dificuldades do percurso, mas também as experiências culturais ao longo da viagem, reforçando o caráter documental e inspirador do projeto.

Conheça a história Wilney

Por trás da aventura, está uma trajetória marcada pela relação de longa data com o motociclismo. Wilney começou a viajar de moto aos 18 anos e, desde então, passou a buscar nas estradas uma forma de qualidade de vida, priorizando experiências em detrimento de bens materiais.

Formado em Análise de Sistemas, ele concilia a rotina de viagens com a gestão de uma pequena empresa familiar de empacotamento de farináceos, atividade que mantém há cerca de 35 anos e que, segundo ele, garante a liberdade necessária para seguir viajando.

Metas

Ao longo da trajetória, já percorreu todos os 13 países da América do Sul e seus quatro extremos continentais, além de viajar pela América Central e por todo o território brasileiro, do Oiapoque ao Chuí, sempre em viagens solo.

O viajante reúne uma comunidade de mais de 150 mil seguidores nas redes sociais. Ao longo dos anos, já teve 15 motos e mantém o objetivo de continuar rodando enquanto tiver saúde. Ele explica que já rodou 700 mil quilômetros de moto até o momento, contando desde os 18 anos. Segundo Presi a meta é chegar a 1 milhão até os 50 anos.

“Essa viagem em si, ela vai dar uns de 40 a 60 mil quilômetros saindo da Antártida até o Ártico e voltar para casa”, comenta.

Para viabilizar a continuidade do projeto, o viajante conta com apoio voluntário de seguidores, oferecendo contrapartidas a quem contribui financeiramente. Segundo ele, o suporte não é obrigatório, mas representa uma forma de manter a produção de conteúdo ativa e independente.

Veja vídeo publicado por Wilney em março de 2026