MUDANÇA

Casal que viveu em três países escolhe Goiânia por segurança e qualidade de vida

Alimentação, saúde e hospitalidade são apontados como diferenciais da cidade

Família se mudou para Goiânia em 2025 (Foto: reprodução)

Preocupados com o aumento no consumo de drogas no Canadá e com os impactos desse cenário na criação dos filhos, de 9 e 15 anos, o engenheiro eletricista goiano Flávio Ferreira Abrão, de 42 anos, e a empresária filipina Li-an Delos Reyes, de 39, decidiram deixar o exterior e recomeçar a vida em Goiânia. Atualmente morando no Setor Marista, eles destacam a segurança e a qualidade de vida como fatores decisivos para a mudança.

“Meu primeiro filho já é adolescente e, na escola que ele ia frequentar, havia gente usando cigarro eletrônico e maconha no banheiro, e a escola não fazia nada. Como mãe asiática, a disciplina é muito importante para mim e eu não queria esperar até que as coisas estivessem fora de controle”, explicou a empresária Li-an, ao Mais Goiás.

Ainda segundo ela, “o Canadá entrou num poço sem fundo depois da liberação das drogas” e é comum ver pessoas se drogando no centro das cidades.

Li-an, Flávio e os filhos (Foto: arquivo enviado ao Mais Goiás)

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Li-an afirma que Goiânia, ainda pouco conhecida internacionalmente, se destaca por ser mais segura e mais verde do que grandes metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo. Para ela, a segurança foi um fator inegociável na escolha. A empresária também destaca o perfil mais calmo e familiar da cidade.

Experiência em diferentes países

Antes de retornar ao Brasil, o casal acumulou experiências em três países diferentes. Eles se conheceram em 2014, em Singapura, onde trabalhavam, e viveram por anos no país asiático e no Canadá, além de uma temporada na Austrália.

Em 2021, passaram cerca de 10 meses na Austrália, onde Flávio atuava profissionalmente, e depois voltaram ao Canadá. No ano passado, ele passou a se dedicar a novos projetos internacionais, incluindo trabalhos na Guiana.

Li-an trabalha de forma remota desde 2016, prestando serviços para empresas canadenses. Segundo ela, a rotina é feita principalmente pela internet e por telefone, com viagens pontuais quando necessário, o que facilitou a mudança para o Brasil.

Processo de adaptação

O casal relata que 2025 foi um ano desafiador, marcado pela sensação inicial de que a estadia no Brasil poderia ser temporária, o que impactou o aprendizado do português. Com o tempo, a percepção mudou e hoje ambos afirmam estar mais integrados à rotina local e decididos a permanecer na cidade, embora o idioma ainda seja um desafio.

Apesar disso, Li-an afirma que a adaptação tem sido mais fácil do que imaginava. Segundo ela, Goiânia apresenta semelhanças com as Filipinas, seu país de origem, o que reduz a sensação de estranhamento no dia a dia.

A empresária destaca a presença de áreas verdes e a praticidade da rotina, com atividades resolvidas em poucos minutos. Outro ponto citado é a facilidade de acesso a alimentos frescos, além da receptividade dos moradores, que, segundo ela, são acolhedores e prestativos.

Flávio e Li-an (Foto: reprodução)

Saúde pública

Além da qualidade de vida, o casal também aponta diferenças práticas entre o Brasil e os países onde viveram. Na avaliação deles, serviços na iniciativa privada são mais acessíveis e rápidos no país.

“Embora particularmente, não tivemos nenhum problema de saúde durante todo o período no Brasil, os relatos da comunidade estrangeira é tão positivo, que temos vontade de ficar doentes, só para podermos comparar com nossa experiência fora do Brasil”, explicou Li-an.

O casal decidiu cancelar o plano de saúde particular em janeiro deste ano, motivado pelas experiências compartilhadas por outros moradores estrangeiros.

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