Expedição retira 180 toneladas de lixo do Rio Meia Ponte, em Goiânia
Dados preliminares apontam melhora nos níveis de oxigenação da água
A 4ª Expedição do Rio Meia Ponte, realizada entre os dias 17 e 19 de março, em Goiânia, resultou na retirada de cerca de 180 toneladas de resíduos do leito e das margens do rio, além da limpeza de uma área estimada em 20 mil metros quadrados. A ação também incluiu a distribuição de mais de 1.300 mudas de plantas nativas do Cerrado, com foco no reflorestamento de áreas próximas ao curso d’água.
Esta iniciativa mobilizou 470 voluntários e contou com a participação de 48 instituições parceiras, número superior ao registrado nas edições anteriores. Além das ações de limpeza, o projeto teve caráter educativo: ao longo da expedição, cerca de 1.200 pessoas visitaram estações temáticas instaladas no percurso, onde tiveram acesso a pesquisas científicas e orientações sobre preservação ambiental.
Durante a apresentação de um balanço parcial na Câmara Municipal, nesta semana, a vereadora Kátia (PT), autora do projeto, destacou o crescimento da iniciativa desde a primeira edição, em 2023, quando havia 15 parceiros e 150 voluntários. Ela também criticou a suspensão do transporte de estudantes da rede municipal, que deixaram de participar das atividades educativas. Segundo a parlamentar, mais de 2.500 alunos seriam levados às estações ambientais.
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Qualidade da água
Outro destaque foi o monitoramento da qualidade da água, realizado após a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Hélio Seixo de Brito, inaugurada em outubro do ano passado. Dados preliminares apontam melhora nos níveis de oxigenação da água, que passaram de cerca de 2% em 2023 para 5% nesta edição. Apesar do avanço, o índice ainda é considerado baixo.
Esta foi a primeira edição da expedição a realizar medições após a ampliação da ETE, o que, segundo a vereadora, já reflete impactos positivos na recuperação do rio. Ela também ressaltou a importância dos investimentos públicos no sistema de tratamento de esgoto para a melhoria gradual das condições ambientais do Meia Ponte.
Os resultados divulgados até o momento são parciais. Amostras de água, solo e vegetação coletadas durante a expedição estão em análise por pesquisadores de universidades e da Saneago. A expectativa é que os dados completos sejam apresentados em junho, junto à atualização da Carta das Águas do Meia Ponte.