Fila por vagas em creches de Goiânia cresce 16,3% em seis meses
Relatório aponta vagas ociosas em algumas regiões da capital, enquanto famílias de outros bairros aguardam matrícula
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Em Goiânia, conseguir uma vaga em uma creche ou pré-escola ficou mais difícil para centenas de famílias. Entre março e setembro de 2026, o número de crianças à espera de matrícula passou de 4.525 para 5.265, um aumento de 16,3%, o equivalente a 740 crianças em seis meses. Diante desse cenário, o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCMGO) propõe que a Secretaria Municipal de Educação (SME) revise, em até 30 dias, o plano de expansão de vagas na capital.
O problema, segundo o relatório, não é apenas a falta de vagas, mas também a forma como elas estão distribuídas. Enquanto algumas unidades têm lugares disponíveis, em outros bairros há famílias que não conseguem matricular os filhos. Na prática, isso significa que uma vaga pode existir em uma região, mas não atender quem precisa dela em outra.
Por isso, o TCMGO defende que a Prefeitura identifique onde a procura é maior e direcione a ampliação do atendimento para essas áreas.

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Entre as medidas propostas está a revisão do planejamento municipal, com mapeamento da demanda por região, metas e prazos para ampliar o atendimento e projeções do crescimento populacional. O documento também recomenda avaliar a estrutura física das unidades antes de criar novas turmas e acompanhar a diferença entre as vagas anunciadas e as matrículas realmente efetivadas.
O relatório destaca ainda a necessidade de divulgar os critérios de priorização para o acesso às vagas, conforme a Portaria nº 580/2025. A proposta busca tornar a distribuição mais transparente e aproximar a oferta das necessidades das famílias.

Segundo o secretário de Controle Externo de Políticas Públicas do TCMGO, Marco Aurélio Batista de Sousa, criar vagas não significa, necessariamente, reduzir a fila de espera. Para que a ampliação tenha resultado, é preciso considerar onde estão as crianças que precisam de atendimento e verificar quantas das vagas disponibilizadas são, de fato, ocupadas.
O Mais Goiás entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação (SME) e aguarda retorno.
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