Dengue: números de 2026 trazem boa notícia para quem mora em Goiânia
Secretaria Municipal de Saúde reforça que a notificação e investigação dos casos e óbitos devem ser feitas em até 24 horas
Goiânia já confirmou 4.139 casos de dengue nas oito primeiras semanas de 2026. Ao todo, foram notificados 6.088 registros no período, segundo o Informe Epidemiológico das Arboviroses da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que monitora também casos de chikungunya, zika e febre amarela na capital. A última atualização foi realizada na quarta-feira (25).
Em comparação com o mesmo período de 2025, quando houve 6.911 confirmações, a capital registra redução de 40% nos casos confirmados. Apesar da queda em relação ao ano anterior, a maioria das regiões permanece em situação de alto risco para a doença.
O informe reforça que a notificação e investigação dos casos e óbitos devem ser feitas mediante suspeita clínica, em até 24 horas. Em caso de óbito em unidade de saúde, a ocorrência deve ser comunicada imediatamente à SMS. Além disso, orienta-se a coleta de exames laboratoriais nos primeiros dias de sintomas para confirmação diagnóstica. A secretaria recomenda atenção especial a casos graves, gestantes, idosos e pacientes com comorbidades.
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Além da dengue, o informe aponta 26 casos confirmados de chikungunya neste ano e nenhum caso confirmado de zika ou febre amarela até a Semana Epidemiológica 08.
Regiões em alto risco
Seis das sete regiões da capital apresentam incidência superior a 300 casos prováveis por 100 mil habitantes, índice classificado como alto risco.
A região Campinas-Centro lidera em número de casos prováveis, com 1.016 registros e incidência de 359,6 por 100 mil habitantes. Já a maior incidência é registrada na região Oeste, com 886 casos prováveis e taxa de 713,1 por 100 mil habitantes. Também estão em alto risco a região Noroeste, com 949 casos prováveis e incidência de 593,0; a região Sul, com 894 casos e incidência de 359,1; a região Leste, com 645 casos e incidência de 345,0; e a região Norte, com 432 casos e incidência de 308,4.
A região Sudoeste é a única classificada como médio risco, com incidência de 254,7 casos por 100 mil habitantes.
Casos graves e óbitos
Entre os 4.139 casos confirmados, 3.840 foram classificados como dengue, 104 como dengue com sinais de alarme e 16 como dengue grave. O informe registra ainda 10 óbitos em investigação e uma morte confirmada pela doença em 2026, o que representa taxa de letalidade de 0,8%.
O óbito confirmado foi registrado na região Sudoeste, que apresenta taxa de letalidade de 6,3% entre os casos graves naquela região.
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