Jornalista conta como fugiu ao desconfiar de motorista de aplicativo em Goiânia
Raissa saiu do carro e correu até uma rodovia, onde conseguiu pedir ajuda
A jornalista Raissa Lomonte usou as redes sociais para contar uma situação vivida durante uma corrida por aplicativo em Goiânia, no último sábado (28). Segundo o relato, logo no início da viagem, o motorista perguntou se ela se importaria com uma parada rápida para devolver uma chave supostamente esquecida por uma passageira anterior.
Raissa concordou, mas, com o passar dos minutos, percebeu que o carro seguia por um caminho cada vez mais distante da rota original. Ao Mais Goiás, ela explicou que nasceu e mora em Brasília e estava em Goiânia para participar de um evento. Ela havia solicitado um veículo saindo do Shopping Cerrado, com destino ao Jardim Goiás, e entrou no veículo às 15h58.
Durante o trajeto, ela verificou no aplicativo que o condutor tinha apenas cinco dias de cadastro na plataforma e quatro viagens realizadas. Cerca de 14 minutos após o início da corrida, já em sentido oposto ao trajeto previsto e nas imediações da Rodovia Anhanguera, o veículo parou em uma área isolada, próxima a galpões industriais e sem circulação de pessoas.
A jornalista afirma que chegou a questionar o motorista sobre a distância e a demora para a suposta entrega da chave, além de perguntar se a passageira estaria aguardando no local. O homem teria confirmado, mas, ao estacionar, ninguém apareceu. Nesse momento, Raissa percebeu a aproximação de duas motocicletas, o que aumentou a sensação de perigo.
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Diante da situação, ela decidiu sair do carro e correr em direção à rodovia, onde conseguiu ajuda de uma motorista que passava pelo local. Em seguida, foi acolhida por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Após o ocorrido, equipes de segurança localizaram o veículo e recuperaram os pertences da vítima, como mala e bolsa. Ainda segundo Raissa, não foram encontrados registros ou mensagens que comprovassem a versão apresentada pelo motorista sobre a existência de uma passageira anterior ou da chave a ser devolvida, o que levanta suspeitas sobre uma possível tentativa de emboscada.
Suporte da plataforma
Raissa também relatou dificuldades no contato com a Uber após o caso. Segundo ela, enviou dezenas de mensagens solicitando acesso à gravação da corrida, mas recebeu, inicialmente, apenas respostas automáticas. Somente após expor o caso nas redes sociais e marcar a plataforma é que lhe foi oferecido, como suporte, atendimento psicológico com duração de quatro horas, além do reembolso da corrida.
A jornalista afirma ainda que não recebeu da empresa informações básicas, como o local exato onde desceu do veículo. Ela conseguiu identificar a região apenas porque compartilhou a localização em tempo real com amigas, que registraram o trajeto por meio de prints.
Raissa não divulgou o nome nem dados pessoais do motorista. Por esse motivo, ao ser questionada pela reportagem, a Uber não forneceu posicionamento oficial sobre o caso.