Júri Davi Sebba: três acusados de matar o advogado serão julgados nesta quinta (1/10)
O juiz Antônio Fernandes de Oliveira remarcou o júri popular, que seria em setembro, para readequar a pauta
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O júri popular do caso Davi Sebba está previsto para começar nesta quinta-feira (1º/10) em Goiânia, com duração prevista de dois dias. O julgamenteo estava marcado para setembro, mas foi adiado pelo juiz Antônio Fernandes de Oliveira para readequar a pauta. O advogado foi morto no estacionamento de um supermercado da Vila União, em Goiânia, em julho de 2012. O tenente da PM Edinailton Pereira de Souza, o sargento Luiz Frederico de Oliveira e o ex-PM Jonathas Atenevir Jordão respondem pelo crime.
Segundo o advogado de acusação, Allan Hahnemann Ferreira, que advoga para a família de Sebba, a família aguarda pela Justiça há 14 anos. À época do crime, Davi Sebba era investigado em operação de tráfico internacional de drogas, mas a família sempre negou qualquer ligação da vítima com a criminalidade. Familiares apontam ainda que cena do crime teria sido alterada.
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Relembre o caso de Davi Sebba
Davi Sebba foi morto com um tiro no peito no dia 5 de julho de 2012, em um estacionamento de supermercado, na Vila União, em Goiânia. A esposa dele estava internada para dar à luz ao filho do casal, quando o homem foi até o estabelecimento para comprar fraldas para a criança.
À época, quatro policiais militares foram indiciados pela Polícia Civil. O Ministério Público de Goiás (MPGO), entretanto, denunciou apenas três.

Em 2017, os policiais Edinailton e Luiz Frederico foram absolvidos. Jonathas Atenevir foi mandado a júri popular por homicídio simples – o entendimento do juiz foi que ele não impossibilitou a defesa de Davi.
O advogado e assistente técnico de acusação, então, entrou com recurso para que o caso fosse julgado como homicídio doloso com a qualificadora que dificultou e ou impossibilitou a defesa da vítima, o que foi acatado pelo Tribunal de Justiça em 2022.
No mesmo ano, a acusação fez uma apelação para que os outros dois policiais absolvidos também fossem julgados pelo homicídio e pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo de numeração raspada, fraude processual e usurpação de função pública. Em abril de 2023, a Justiça acatou o pedido e houve a decisão de que os três deveriam ir a júri.

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