Mulher dá golpe de R$ 1,1 milhão na compra de calças jeans em Goiânia
Diligências ocorreram na região do Distrito Federal, onde a mulher reside. Ela, porém, não foi localizada em nenhum dos endereços
A polícia civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a uma mulher investigada por aplicar um golpe milionário contra um lojista de Goiânia. A suspeita do crime teria, segundo a investigação, apresentado cheques sem fundo como forma de pagamento de uma compra de aproximadamente R$ 1,1 milhão. Ao todo, foram adquiridas mais de 16 mil peças de roupa.
Os mandados, autorizados pela Justiça goiana e cumpridos na última terça-feira (3/3), também previam a prisão preventiva da suspeita e o sequestro de bens vinculados a ela. As diligências ocorreram na região do Distrito Federal, onde a mulher reside. Ela, porém, não foi localizada em nenhum dos endereços.
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Nos imóveis ligados à investigada, os policiais apreenderam milhares de peças de vestuário, além de uma caminhonete Ford Ranger, que foi recolhida para garantir o ressarcimento da vítima.
De acordo com a polícia, as roupas adquiridas foram entregues pelo fornecedor em um depósito no Lago Sul, em Brasília. A investigada informou ao lojista que o imóvel era dos seus pais. No entanto, conforme apurado, o local foi alugado com a finalidade de receber as peças de roupa.
Confira no vídeo abaixo material que foi apreendido nos endereços ligados à investigada:
Segundo o comerciante, o pagamento não foi efetuado no ato da entrega da mercadoria. Ele relatou que recebeu os cheques pré-datados apenas uma semana depois. Já na primeira tentativa de compensação, os cheques foram devolvidos por insuficiência de fundos.
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De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), desde que recebeu a mercadoria, a mulher passou a revender as peças por metade do valor adquirido. Antes dos mandados de prisão e busca e apreensão serem cumpridos, ela chegou a ser intimada e compareceu à 15ª Delegacia de Polícia, em Goiás, acompanhada de quatro advogados. Na ocasião, ela optou por permanecer em silêncio.
A PCGO informou que o inquérito tende a ser concluído nos próximos dias e, após finalizado, será encaminhado ao Poder Judiciário. As diligências foram conduzidas por equipes de Goiânia, com apoio das delegacias de Formosa e do Distrito Federal.