Operação mira faccionados que produziam e vendiam produtos à base de maconha em Goiás
Mandados são cumpridos em Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Curitiba. Ação é um desdobramento de operação realizada em 2023
Membros da facção goiana Amigos do Estado (ADE) entraram na mira da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (29), suspeitos de cultivar, produzir e vender a nível interestadual produtos clandestinos derivados de cannabis em Goiás, Distrito Federal e outros dois estados.
LEIA TAMBÉM
- Goiânia pode criar centro municipal de tratamento com cannabis; entenda
- Goiás é o quarto estado que mais utiliza cannabis medicinal no País, diz estudo
A ação faz parte da segunda fase da Operação Mercado Canábico. A facção é apontada pela PF como responsável por movimentar entorpecentes e valores ilícitos entre o estado goiano e a capital federal, além de São Paulo e Curitiba.
- Quatro pessoas são presas por cultivar e vender óleo de maconha em Goiânia
- Associação e Secretaria de Saúde de Goiás assinam termo de cooperação pela regulamentação da maconha medicinal
A corporação investiga ainda crimes de lavagem de dinheiro, visto que os investigados utilizavam contas bancárias de terceiros, fracionando pagamentos e ocultando os bens patrimoniais. Ao todo, são cumpridos 18 mandados judiciais em Goiânia, Distrito Federal, Curitiba (PR) e São Sebastião (SP).
Primeira fase
A primeira fase da operação foi deflagrada em 2023, quando a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Goiânia/GO, sendo um em imóvel residencial e outro em endereço vinculado à empresa voltada a comércio varejista de produtos naturais que, conforme a apuração, seriam derivados da cannabis.
Na época, as investigações demonstraram o envolvimento de um investigado com uma plantação ilegal de maconha cultivada em estufa, que foi identificada e destruída em 2021. O mesmo suspeito estaria comercializando ilegalmente produtos à base da maconha, em especial óleo de canabidiol (CBD), através de refis com cera de CDB para uso em cigarros eletrônicos.