Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026
RECEPTAÇÃO

Suspeitos de vender peças de camionetes roubadas em GO movimentaram pelo menos R$ 15 milhões, diz polícia

Quadrilha suspeita de receptação e comercialização de peças de camionetes roubadas foi alvo de operação policial nesta quinta-feira (15)

Por - Goiânia, GO
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Suspeitos de vender peças de camionetes roubadas em GO movimentaram pelo menos R$ 15 milhões, diz polícia (Foto: Reprodução)

Em ação desencadeada de forma simultânea em Goiás e no Mato Grosso, 12 suspeitos de envolvimento na receptação e comercialização de peças de camionetes roubadas foram presos nesta quinta-feira (15/10) pela Polícia Civil. Em apenas um ano, segundo as investigações, o grupo criminoso movimentou pelo menos R$ 15 milhões.

De acordo com o que foi apurado pelos agentes da Delegacia Estadual de Repressão aos Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), camionetes de luxo roubadas ou furtadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais eram trazidas para Goiânia e desmanchadas dentro de galpões, alugados por comerciantes que tem lojas na região da Vila Canaã. “Todas as peças que não são rastreáveis eram retiradas e enviadas para estes comércios, onde eram vendidas como se tivessem origem lícita”, descreveu o delegado Fernando Gama.

O grupo criminoso, ainda conforme o policial, era extremamente organizado, sendo que as tarefas eram dividias entre os que traziam os veículos até Goiânia, os responsáveis por desmancha-los, e os que adquiriam as peças para revende-las. Um dos presos, localizado com uma grande quantidade de dinheiro em Sinop, no Mato Grosso, já teve loja de autopeças em Goiânia, e recentemente abriu um estabelecimento semelhante, no estado vizinho. Foi este comerciante, segundo a PC, que alugou os três galpões onde as camionestes eram desmanchadas em Goiânia.

Além das 12 prisões, os agentes também cumpriram 35 mandados de busca e apreensão, ocasião em que encontraram documentos, equipamentos eletrônicos, e quatro armas de fogo. A PC também conseguiu, na justiça, o sequestro e bloqueios de bens dos investigados, que, segundo as investigações, movimentaram R$ 15 milhões com as vendas das peças de camionetes roubadas ou furtadas.

Os presos, que não tiveram as identidades reveladas, responderão por receptação qualificada, adulteração de sinais identificadores de veículos, associação criminosa, e lavagem de capitais.

Veja vídeo publicado logo após a operação

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