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Toranja e dragon fruit: banca reúne frutas de 32 países em Goiânia

Proprietário explica processo de importação e desafios para comercializar produtos pouco encontrados no mercado tradicional

Frutas raras de 32 países são atração em Goiânia (Foto: reprodução)

Uma banca especializada em frutas exóticas reúne espécies cultivadas em 32 diferentes regiões do mundo durante a Exposição de Frutas Raras e Orquídeas, realizada no Bosque dos Buritis, em Goiânia. O espaço permite que os visitantes conheçam novos sabores por meio de degustações gratuitas antes da compra.

Entre as opções disponíveis estão frutas pouco comuns no comércio tradicional, como toranja uruguaia, lichia de inverno, atemoia, tâmaras de Israel, cerejas americanas e a dragon fruit, uma variedade mais doce da pitaya, cultivada em países como Colômbia e Peru. Os valores variam conforme a escolha do cliente.

A toranja uruguaia, por exemplo, é vendida por R$ 49 o quilo, enquanto as tâmaras israelenses chegam a R$ 160. Já as cerejas americanas custam R$ 180 o quilo.

(Foto: reprodução)

Segundo o proprietário da banca, Juares Dolabella, as frutas são selecionadas e adquiridas de fornecedores específicos, incluindo produtos importados de outros países. O transporte é feito em caminhões refrigerados, com viagens que podem durar cerca de 10 horas, para garantir a conservação das mercadorias.

“É um processo muito rigoroso. Se uma fruta estiver com algum problema ou manchada, todo o contêiner pode ser condenado. A fiscalização é bem exigente”, explicou ao Mais Goiás.

Toranja (Foto: reprodução)

Juares conta que começou a trabalhar com frutas raras após receber um convite para participar de uma festa de padroeira em Iguape, no litoral de São Paulo. A primeira experiência não teve o resultado esperado, mas ele decidiu continuar investindo no segmento. “Resolvi insistir e deu certo. Hoje viajamos por todo o Brasil”, afirmou.

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De acordo com o comerciante, a disponibilidade das frutas varia conforme a época do ano. Algumas espécies estão entre as mais procuradas justamente pela dificuldade de encontrar, como a cereja americana e a dragon fruit.

Apesar de serem comercializadas pela banca em eventos específicos, essas frutas ainda são pouco encontradas em supermercados. Segundo Juares, o alto custo, a perecibilidade e a necessidade de orientação ao consumidor são fatores que dificultam a venda desses produtos no comércio tradicional.

“Se não fizer a demonstração direitinho, não tem saída. O pessoal não conhece direito e vê o preço lá um pouco diferente, um pouco mais caro. Se ninguém mostrar a qualidade e os benefícios da fruta, não vende”, disse.

A Exposição de Frutas Raras e Orquídeas segue até o dia 12 de julho, no Bosque dos Buritis, com entrada gratuita. O evento funciona de quinta a sábado, das 8h às 19h, e aos domingos, das 8h às 16h.

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