Goiás foi o 6º Estado que mais teve empregadores incluídos na ‘lista suja’ do trabalho escravo
Entre os 'patrões' está o cantor goiano Amado Batista
Goiás foi o 6º Estado que mais teve empregadores incluídos na “lista suja” do trabalho escravo, divulgada na segunda-feira (6). Ao todo, foram dez novos nomes goianos a ingressar no ranking, em 2026, composto por pessoas físicas e jurídicas relacionadas a casos fiscalizados nos últimos seis anos.
LEIA TAMBÉM
- Amado Batista entra na ‘lista suja’ do trabalho escravo; veja detalhes
- Leonardo sai da ‘lista suja’ do trabalho escravo após acordo com MPT; entenda
Entre os nomes está o cantor Amado Batista. O Estado ficou atrás apenas de Minas Gerais (35), São Paulo (20), Bahia (17), Paraíba (17) e Pernambuco (13) entre as 22 unidades da federação onde foram flagrados trabalhadores em situação análoga à escravidão. Veja a lista:
- Minas Gerais (35);
- São Paulo (20);
- Bahia (17);
- Paraíba (17);
- Pernambuco (13);
- Goiás (10);
- Mato Grosso do Sul (10);
- Rio Grande do Sul (9);
- Mato Grosso (7);
- Paraná (6);
- Pará (5);
- Santa Catarina (4);
- Maranhão (4);
- Acre (2);
- Distrito Federal (2);
- Espírito Santo (2);
- Rio de Janeiro (2);
- Amazonas (1);
- Ceará (1);
- Rondônia (1);
- Sergipe (1).
No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e trabalho análogo à escravidão. A atualização também removeu 225 empregadores que completaram os dois anos de inclusão no cadastro.
- Leonardo diz que arrendou fazenda incluída em ‘lista suja’ do trabalho escravo
- Empresas são condenadas por causa de ‘lista suja’ que atrapalhou eletricista a conseguir trabalho em Goiás
Em relação às atividades econômicas com o maior número de empregadores incluídos, estão:
- Serviços Domésticos (23);
- Criação de bovinos para corte (18);
- Cultivo de café (12);
- Construção de edifícios (10);
- Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6).
Amado Batista
O sertanejo teve o nome registrado em duas autuações na cidade de Goianápolis. Uma delas envolve o Sítio Esperança, com 10 trabalhadores, e a outra menciona o Sítio Recanto da Mata, com quatro trabalhadores em condições análogas à escravidão. Ambas as situações ocorreram em 2024.
Em nota, a assessoria do sertanejo afirmou que a informação de resgate nas propriedades é “inverídica”. Ainda conforme o posicionamento, os trabalhadores continuam operando normalmente nas áreas rurais, visto que as irregularidades ocorreram na contratação de quatro funcionários por uma empresa terceirizada (veja nota completa abaixo).
- Trabalho análogo à escravidão: Goiás bateu recorde em 2023; veja
- Mais de 100 homens são encontrados em condições análogas à escravidão em fazenda de Goiás
Nota Amado Batista:
“Primeiramente, a informação veiculada que de houve o “resgate” de 14 trabalhadores na propriedade do Senhor Amado é COMPLETAMENTE FALSA E INVERÍDICA! Não HOUVE RESGATE de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente!
Ocorreu uma fiscalização em uma fazenda “arrendada” pelo senhor amado para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de 4 colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada que fora contratada para fazer a abertura da área de plantio.
O Fato ocorreu em 2024, foi assinado um TAC com MPT, na qual todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas.
Outrossim, já estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação”.