IPVA e outros

Goiás pode facilitar negociação de dívidas de impostos; entenda projeto

Projeto em tramitação na Alego estende período de débitos que podem ser incluídos no programa de regularização fiscal criado em 2025

Imagem mostra carros em circulação durante horário de pico
Justificativa é que a mudança aproxima o período das dívidas do tempo em que o programa está sendo executado (Foto: Divulgação/Governo de Goiás)

O Governo de Goiás enviou à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), nesta semana, um projeto de lei que amplia o prazo para que contribuintes negociem dívidas de impostos estaduais. A proposta assinada pelo governador Ronaldo Caiado (PSD) altera a Lei nº 23.983, de 2025, que criou medidas para facilitar o pagamento de débitos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD).

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A matéria, que já tramita no Legislativo, aumenta o período de dívidas que podem entrar no programa. Pela regra atual, só podem ser negociados débitos cujo fato gerador, ou seja, a origem da cobrança, tenha ocorrido até 31 de março de 2025.

Com a alteração, o prazo será estendido até 30 de setembro de 2025. Na prática, isso permite que mais contribuintes regularizem pendências com o governo. 

No ofício enviado aos deputados, a Governadoria afirma que a alteração é necessária porque o cenário econômico que motivou a criação da lei em 2025 continuou difícil ao longo do ano. 

Matéria está em fase de discussão e votação na Assembleia Legislativa (Foto: Will Rosa/Alego)

O documento cita juros altos, inflação persistente, dificuldades nas cadeias produtivas exportadoras e aumento de empresas em recuperação judicial.

Segundo o governo, a Secretaria de Estado da Economia pediu a ampliação do prazo para adequar o programa à realidade econômica e ao momento em que ele começou a produzir efeitos, em 1º de fevereiro de 2026.

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A justificativa é que a mudança aproxima o período das dívidas do tempo em que o programa está sendo executado, sem alterar seu caráter excepcional. O Executivo também argumenta que a medida pode reforçar a arrecadação, ao ampliar as chances de regularização e dar mais previsibilidade na recuperação de créditos tributários.

“O oferecimento de opções ao contribuinte reforça a lógica contemporânea de consensualidade na cobrança do crédito tributário, amplia as alternativas de regularização voluntária e contribui para a eficiência administrativa”, diz um trecho do documento assinado pelo governador Ronaldo Caiado (PSD).