Júri popular de torcedores réus por tentativa de homicídio é adiado em Goiânia; saiba motivo
Dupla simpatizante da Esquadradão Vilanovense é réu por tentar matar motorista de ônibus em emboscada contra a Força Jovem
Simpatizantes da Esquadrão Vilanovense réus por tentativa de homicídio tiveram o júri popular adiado nesta quarta-feira (13), após a defesa de um dos torcedores apresentar atestado de três dias devido a um quadro de amigdalite aguda. O documento médico foi emitido na última segunda-feira (11) por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Aparecida de Goiânia.
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Agora, a Justiça deve marcar uma nova data para julgar Gabryel Ravella Ferreira Queiroz e Anderson Carlos Coimbra da Silva. Conforme denúncia do promotor Sandro Halfeld Barros, do Grupo de Atuação Especial em Grandes Eventos Esportivos (Gaege) do Ministério Público de Goiás (MPGO), a dupla emboscou um ônibus com membros da Força Jovem do Goiás em 11 de julho de 2023, após o jogo entre Goiás e Fluminense.
O coletivo trafegava pela GO-070, nas proximidades do Setor Jardim Primavera, quando os réus acompanhados de um adolescente e outros simpatizantes não identificados, atacaram passageiros e integrantes da torcida organizada do Goiás em decorrência da rivalidade entre as duas torcidas.
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Durante a emboscada, o grupo vandalizou o ônibus, que chegou a ser atingido por disparos de arma de fogo, provocando um prejuízo superior a R$ 3 mil. Alguns dos disparos atingiram o motorista do coletivo, que precisou se esconder durante a invasão.
Além de portar armamentos, o grupo também utilizou pedaços de madeira e pedras para atacar os passageiros, principalmente torcedores simpatizantes da Força Jovem Goiás. O bando só cessou as agressões devido ao revide das vítimas, que chegaram a incendiar a moto da mão do adolescente que participou da emboscada.
O veículo foi deixado no local pelos agressores, que fugiram a pé. Além da condenação por tentativa de homicídio, o MP pede que os réus sejam obrigados a indenizar a vítima no valor de R$ 30 mil.