PARALISAÇÃO

Tetos que desabam, assentos rasgados: médicos cobram investimentos na saúde de Goiânia

Atendimentos de urgência e emergência estão paralisados. Médicos cobram melhores condições de trabalho

Lona contra goteira, assentos rasgados: médicos cobram investimentos na saúde de Goiânia (Fotos: Reprodução)
Lona contra goteira, assentos rasgados: médicos cobram investimentos na saúde de Goiânia (Fotos: Reprodução)

Ao menos oito unidades públicas de saúde da capital estão em situação de abandono e precarização, de acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego). A entidade anunciou a paralisação dos serviços de urgência e emergência na capital nesta terça-feira, 13. Não há previsão de quando os atendimentos serão retomados. 

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Vídeos e imagens cedidas pelo Simego ao Mais Goiás mostram a falta de medicamentos, além da presença de animais, mato alto, vazamentos e até ferrugem móveis de unidades de saúde como Cais Bairro Goiá, UPA Itaipu, Cais Vila Nova, Upa Noroeste, Cais Campinas, Cais Cândida de Morais, Ciams Urias Magalhães e CSF Jardim Primavera.

Na sala de vacinas do Jardim Primavera, parte do telhado chegou a ceder durante a chuva. A unidade de saúde, conforme o Simego, costuma registrar alagamentos, que se agravaram com a chegada do período chuvoso no Estado. 

Os profissionais chegaram a improvisar uma proteção com lona, a fim de evitar que a umidade e a água atingissem os insumos. O mesmo tem sido observado no Cais Vila Nova.

O Cais Campinas e a UPA Noroeste, por outro lado, carecem de móveis e manutenção na estrutura. O mobiliário restante está danificado e/ou enferrujado, impossibilitando o uso e trazendo risco à saúde dos pacientes. As paredes e o teto, por outro lado, foram tomadas pelo mofo devido por conta dos problemas de impermeabilização nas lajes.

Na UPA Itaipu e no Cais Cândida de Morais, pacientes precisam se revezar nos assentos que ainda possuem condições de uso. Os usuários, conforme o Simego, ainda precisam disputar espaço com cães de rua que buscam abrigo na unidade de saúde.

Outros animais também fizeram morada nos pontos de atendimento. Nas imagens, é possível ver aranhas, ratos, lacraias e até varejeiras em bebedouros. Anfíbios como sapos chegaram a invadir os espaços devido a proliferação de insetos no mato alto, que rodeia algumas das unidades.