Madrasta denuncia assédio contra menino de 13 anos em alojamento ligado ao Atlético-GO; veja relato
Caso envolvendo atleta de base é investigado após denúncia feita pela família
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Uma madrasta denunciou nas redes sociais um suposto caso de assédio envolvendo um menino de 13 anos, atleta de futebol de base, durante a participação em um campeonato no interior de São Paulo. Conforme publicado pelo jornal O Globo, o caso teria acontecido em alojamentos utilizados por atletas convidados pelo Atlético Goianiense. O relato foi feito pela empresária Camila Marques, de 34 anos, que afirma que o adolescente teria sido vítima de assédio sexual, intimidação e tentativa de silenciamento durante o período em que esteve hospedado nos locais indicados pelos organizadores do torneio.
Segundo a denúncia, o jovem, morador do Rio de Janeiro, viajou após convite para disputar a competição e ficou alojado em espaços utilizados por atletas convidados. A família afirma que arcou integralmente com os custos de transporte, alimentação e estadia.
De acordo com Camila, o episódio mais grave ocorreu em um segundo alojamento improvisado, instalado em um salão paroquial. Durante a madrugada, um homem adulto que se apresentava como cozinheiro teria seguido o adolescente até o banheiro e iniciado uma conversa considerada inadequada. Com medo, o menino se trancou em uma das cabines e gravou cerca de sete minutos de áudio, sem que o adulto percebesse.
— “Ele ficou com medo de sair do banheiro e só voltou para o alojamento depois de algum tempo”, relatou a madrasta.
Relato de intimidação após o episódio
Ainda conforme a denúncia, após retornar ao primeiro alojamento, o adolescente teria sido orientado por um homem que se apresentou como dirigente a não comentar o ocorrido. A madrasta afirma que a situação foi percebida pela família como uma tentativa de intimidação.
O relato também menciona um episódio anterior envolvendo um motorista do ônibus oficial, que teria entrado de madrugada no alojamento coletivo fumando e gritando, causando confusão entre crianças e adultos responsáveis.
Após retornar ao Rio de Janeiro, o adolescente contou o que havia ocorrido à família e apresentou o áudio gravado. Segundo Camila, além desse material, a família afirma possuir outros registros, como vídeos e mensagens, que serão apresentados às autoridades.
— “Ele teve coragem de falar. Muitas crianças passam por situações parecidas e se calam por medo”, disse.
O caso foi registrado na polícia e segue sob investigação. A família informou que também pretende adotar medidas judiciais e cobra providências dos clubes e organizadores de competições de base.
Madrasta denuncia assédio contra menino de 13 anos em alojamento ligado ao Atlético-GO; veja relato na íntegra
Posicionamento do Atlético-GO
Em nota, o Atlético Clube Goianiense afirmou que tomou conhecimento das denúncias e reiterou seu repúdio a qualquer forma de assédio moral ou sexual contra crianças e adolescentes.
O clube esclareceu que o convite ao atleta partiu de uma escolinha franqueada, cujo responsável legal estaria presente durante a competição. Apesar de não ter ingerência administrativa direta sobre a gestão das unidades franqueadas, o Atlético-GO afirmou exigir delas padrões rigorosos de cuidado, segurança e respeito no trato com menores de idade.
A nota informa ainda que o clube designou o vice-presidente executivo e profissionais do Departamento de Psicologia para acolher a família e acompanhar a apuração dos fatos. O Atlético-GO destacou que os episódios relatados ocorreram fora de suas dependências, em alojamentos disponibilizados pela organização do torneio, mas afirmou que irá colaborar com as autoridades competentes para o esclarecimento do caso.
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