Mato alto no antigo Hospital Santa Genoveva atrai cobras e escorpiões, denunciam vizinhos
Abandonado e tomado pelo mato, do antigo hospital saem cobras, escorpiões e aranhas. Moradores relatam medo e insegurança
Moradores do Setor Santa Genoveva denunciam o abandono do terreno onde funcionava o antigo Hospital Santa Genoveva, em Goiânia. A situação tem provocado preocupação com a saúde e a segurança pública na região. Tomada pelo mato alto e sem qualquer tipo de manutenção, a área passou a ser foco de animais peçonhentos, como cobras, escorpiões e aranhas, que frequentemente invadem condomínios vizinhos.
A falta de poda das árvores, de acordo com a comunidade local, também agrava o cenário. Galhos avançam sobre muros e estruturas de residências próximas, elevando o risco de danos materiais. O imóvel integra uma massa falida e está sob responsabilidade de uma administradora judiciária, a Crosara e França Advogados, mas, segundo os moradores, nenhuma providência prática foi adotada até o momento.
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Imagens enviadas à reportagem mostram o completo abandono da antiga unidade hospitalar, com registros de mato alto e estruturas deterioradas.
Veja como está o local:

Dentre os vídeos, gravados por diferentes pessoas da região, é possível ver a entrada de um morador no local para resgatar um cachorro que havia caído na piscina do hospital desativado. O animal estava visivelmente exausto após horas tentando sair da água. Após o resgate, foram encontrados outros animais mortos dentro da piscina. A gravação é do início de 2025 e, segundo o subsíndico do condomínio Green Diamond, Fábio Moreira Camargo, representa um cenário que se arrasta há pelo menos quatro anos. Assista:
Proliferação de mosquitos-da-dengue
Em paralelo, a piscina representa ainda um ambiente propício para a proliferação do mosquito-da-dengue, aumentando o risco de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Outro ponto que gera apreensão é a circulação de pessoas em situação de vulnerabilidade social e usuários de drogas no interior da estrutura abandonada.
Há também preocupação quanto à possibilidade de resíduos hospitalares ou até material radioativo ainda estarem no local, já que diversos equipamentos e pertences da antiga unidade de saúde, segundo moradores, permanecem amontoados dentro do prédio.
“Certa vez o zelador conseguiu pegar uma cobra que saiu do mato. É impressionante o tamanho. As casas que fazem divisa com o muro do hospital vivem relatando aparecimento de escorpião, aranha e cobras. Já precisamos acionar os bombeiros para retirar esses animais”, relatou o subsíndico do Green Diamond, que conta com conta com 77 unidades.

O terreno do antigo hospital é extenso e abriga, além da estrutura principal, outros prédios menores que eram utilizados para diferentes finalidades.
Ao Mais Goiás, Camargo disse que os responsáveis pela área já foram acionados, porém não apresentaram qualquer cronograma para limpeza do terreno ou manutenção da vegetação nas conversas anteriores.
No entanto, em seu último contato, o subsíndico afirmou que o escritório de advocacia teria se comprometido a iniciar o serviço de roçagem na próxima quarta-feira (7/1). No texto, consta a informação de que foi contratada uma equipe para a prestação de serviço de limpeza da área. A mensagem acrescenta que os trabalhos terão início “no primeiro horário da manhã” da próxima quarta.
Além do escritório responsável pela massa falida, o Mais Goiás também procurou a prefeitura de Goiânia para falar sobre o assunto. Foram acionadas a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), bem como o Consórcio LimpaGyn.

Em nota, a SMS disse:
“A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informa que a Vigilância Sanitária realizou três inspeções no imóvel do antigo Hospital Santa Genoveva em 2025 e que a empresa responsável pela administração da massa falida recebeu duas autuações pelo órgão. Após as autuações, ainda no ano passado, a administradora promoveu a limpeza, remoção de entulhos que causavam acúmulo de água e roçagem das instalações. A SMS destaca que envia regularmente equipes de agentes de combate à endemias ao local, para inspeção e aplicação de larvicidas, e que tem nova vistoria ao imóvel agendada para avaliação de riscos à saúde pública. A secretaria pontua que a correta manutenção do imóvel é de responsabilidade da instituição privada indicada judicialmente para administração da massa falida.“
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Já o escritório Crosara e França Advogados considerou:
“O imóvel não está abandonado. O terreno conta com vigilância e manutenção recorrente para coibir invasões e preservar a segurança do local e do entorno. Já há um cronograma de limpeza definido. A próxima ação de limpeza será nesta quarta-feira, 7, o que inclui roçagem e serviços gerais de conservação. Há previsão de realização do leilão do imóvel no curso deste ano, o que contribuirá para a destinação definitiva da área, nos termos da legislação aplicável e sob a supervisão do Juízo competente. Seguimos acompanhando a situação de forma contínua, dentro das possibilidades legais e operacionais da massa falida, adotando as medidas necessárias para mitigar quaisquer transtornos.”
As demais pastas, até o momento não responderam aos questionamentos. O espaço seguirá aberto para manifestação de todos os envolvidos.