Médico preso por importunação sexual contra paciente é solto em audiência de custódia
Em uma consulta para tratar dor de garganta, segundo a PC, mulher teve genitália apalpada pelo profissional de saúde. Liberado na tarde de terça (16), médico continua afastado das funções pelo Município
Ir direto pra matériaO médico, 64, preso na última segunda-feira (15) por importunação sexual contra uma paciente durante uma consulta no Cais do Bairro Goiá teve sua soltura decretada em audiência de custódia na tarde de terça-feira (16). Ele, que não teve o nome revelado, deveria tratar a mulher contra dor de garganta, mas acabou apalpando sua genitália sem justificativa profissional.
Segundo a Polícia Civil (PC), o suspeito nega a acusação. O homem foi preso em flagrante, mas responderá ao processo criminal em liberdade. Ele permanece afastado das funções, conforme expõe a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
De acordo com o delegado Humberto Teófilo, em substituição na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e que assumiu o caso, a Justiça considerou atenuantes para tomar a decisão. “O médico é réu primário, não tem antecedentes criminais e possui residência fixa, elementos que acabaram justificando essa liberdade”.

Flagrante foi encaminhado para a 2ª Deam (Foto:Divulgação/PC)
Ele reforça, porém, que as investigações continuam. “A vítima já foi ouvida. Deveremos realizar oitivas com vários outros pacientes e funcionários da unidade de saúde. O intuito é apurar a conduta do suspeito, que segundo a mulher, tocou seu órgão genital sem motivo. Durante a audiência, o caso foi colocado em sigilo, de modo que não posso revelar mais detalhes”.
Conforme expõe em nota a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o médico continua afastado. “A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) esclarece que o médico foi afastado das funções e que está sendo aberto um processo de sindicância para investigar o caso e ouvir as partes envolvidas”.
O caso
Após a agressão, segundo a polícia, a vítima se levantou, interrompeu o atendimento e saiu da sala. A mulher ainda tentou ser atendida por outro profissional, mas não foi possível na ocasião. Na sequência ela e o marido acionaram a polícia.
À PC, o médico negou as acusações e alegou ter realizado apenas procedimento clínico normal, afirmando que a paciente teria se equivocado. A delegada plantonista, porém, entendeu que havia indícios de crime e determinou a prisão em flagrante. Segundo a corporação, a pena máxima para esse tipo de crime é de 5 anos de reclusão.
A Lei de importunação sexual foi sancionada no último 24 de setembro, pelo atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O crime é descrito pelo artigo 215-A do Código Penal: praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”.