ENTREVISTA

Médicos voltam ao trabalho em Goiânia, mas impasse no valor dos honorários continua

Os médicos retornaram às atividades para dar início às tratativas com a SMS, explicou a presidente do Simego

Sindicato dos Médicos vai tentar barrar edital da prefeitura de Goiânia que 'precariza' trabalho
Sindicato dos Médicos vai tentar barrar edital da prefeitura de Goiânia que 'precariza' trabalho (Foto: Divulgação)

A presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego), Franscine Leão, afirmou que a categoria rejeita a redução no valor dos honorários de até 35% prevista no edital de chamamento nº 03/2025 da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia. Segundo ela, o ponto segue como um dos principais impasses nas negociações entre médicos e a gestão municipal, mesmo após a suspensão da paralisação.

Em entrevista, Franscine explicou que a paralisação foi suspensa a partir da meia-noite desta sexta-feira (16), após deliberação em assembleia geral da categoria, mas ressaltou que o movimento reivindicatório continua ativo. “Os médicos retornaram às atividades para dar início às tratativas com a Secretaria Municipal de Saúde, com o objetivo de negociar e ajustar um edital menos aviltante para os colegas médicos”, disse.

De acordo com a presidente do Simego, a SMS informou que, até o momento, não há garantia de flexibilização quanto ao corte previsto no edital. “A secretaria disse que ainda não sabe se haverá flexibilidade e, por enquanto, não está disposta a ceder nesse ponto”, afirmou.

Franscine destacou que a paralisação permitiu a abertura de diálogo com a gestão e a intervenção do Ministério Público, que passou a acompanhar as negociações. Segundo a presidente, na próxima semana haverá uma reunião com a SMS e posteriormente, nova reunião com o Ministério Público.

“Nós já fizemos o levantamento de todas as pautas que consideramos desrespeitosas no edital de chamamento nº 03/2025 e vamos dar prosseguimento às negociações. Também conseguimos prorrogar a rescisão do credenciamento, porque todos os contratos estavam sendo descredenciados, e isso foi prorrogado após a negociação”, explicou.

Apesar do impasse, Franscine reforçou que a categoria não é favorável à paralisação prolongada dos atendimentos. “Entendemos o sofrimento da população e essa é uma das maiores preocupações dos médicos. A intenção do sindicato sempre foi negociar”, concluiu.