Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026
Investigação

Menino de 6 anos morre afogado em piscina de clube no Setor Jaó; PC apura o caso

A criança estava acompanhada da mãe e de um tio, os quais perceberam seu sumiço e iniciaram buscas pelo estabelecimento. Entre seis e 10 minutos depois, um banhista percebeu o garoto no fundo de uma piscina voltada para adultos

Hugo Oliveira
Por - Goiânia, GO
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Um menino de seis anos de idade morreu afogado no fim da tarde de domingo (14) em uma das piscinas do Clube Jaó. De acordo o relato de testemunhas ao Corpo de Bombeiros, o garoto D.G.B. permaneceu submerso por um período de seis a 10 minutos e, após ser removido inconsciente da água, não respondeu às tentativas de reanimação iniciadas por uma médica e um socorrista que estavam no local em horário de lazer. Acionados bombeiros e agentes do Serviço Móvel de Urgência deram apoio, mas o óbito foi constatado após cerca de uma hora.  O caso é investigado pela Polícia Civil (PC).

O delegado Marco Aurélio Euzébio, plantonista da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), afirmou ter conversado informalmente com familiares. “A vítima estava acompanhada da mãe e de um tio os quais, em determinado momento, deram falta da criança e iniciaram buscas por ela no clube. Cerca de 10 minutos depois, alguém percebeu que havia uma criança no fundo de uma das piscinas e gritou por ajuda. Foi quando retiraram o garoto, mas, infelizmente, já era tarde”.

De acordo com Euzébio, testemunhas, familiares, responsáveis do clube e guarda-vidas serão intimados para prestarem esclarecimentos. “Vamos também requisitar imagens do circuito de segurança. Tentamos obtê-las ontem, mas o chefe do departamento estava em viagem e só ele tem a senha. Por isso, iremos fazer uma nova solicitação”.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde estava até o fechamento desta matéria. Conforme expôs uma funcionária do órgão, a qual não quis ter sua identidade revelada, a criança já passou por exames necropsiais e aguarda remoção por uma funerária. “A família está neste momento na Prefeitura para obter documentação necessária para retirada do corpo”.

A redação entrou em contato com o Clube Jaó e aguarda manifestação da empresa sobre o caso.

Ressuscitação

Enfermeira do Samu, Lorena Nunes da Cruz Rezende, que participou dos procedimentos de ressuscitação, revelou detalhes do atendimento ao Mais Goiás. “Quando chegamos, cerca de 10 minutos após o chamado, uma ambulância dos Bombeiros já estava realizando procedimentos. Demos apoio ao trabalho, com intubação, compressões torácicas e aplicação de medicamentos, como adrenalina. Auxiliamos em trabalho de equipe por mais 40 minutos, mas ao fim, o médico de nossa unidade pôde apenas constatar o óbito”.

Segundo a profissional, a mãe da criança conversou com as equipes. “A piscina é bem grande e é dividida, por uma passarela, em duas partes, uma rasa e outra funda. Segundo a mãe, a criança estava em um cantinho da parte rasa quando saiu para fazer mamadeira para uma filha mais nova. O garoto ficou aos cuidados de um tio. Não sabemos o que houve, não sabemos se foi distração, mas a criança caiu na parte mais funda. A família só a localizou entre seis e 10 minutos depois do ocorrido, no fundo da piscina”.

O Corpo de Bombeiros ressaltou que chegou ao local minutos depois do chamado, que ocorreu por volta das 18h. Lá, uma médica – usuária do clube – já realizava procedimentos de reanimação na criança, que foi retirada da água inconsciente. “Ao chegarmos ao local a criança já havia sido retirada do meio líquido e estava inconsciente. Foram aplicados os procedimentos pertinentes ao caso, mas não obtivemos sucesso em reanima-la”, consta na ocorrência registrada.

O portal também conseguiu contato com um banhista que ajudou o salva-vidas a retirar o corpo do garoto da água. “O socorrista localizou o corpo, como eu estava próximo, o ajudei a retirá-lo da água. Acredito que ele tenha ficado lá por muito tempo, porque a temperatura dele estava muito baixa. Bem em frente tem uma câmera do clube, a qual com certeza filmou tudo. Logo depois, uma médica e uma bombeira iniciaram a reanimação. A gente frequenta lá há anos e esse foi um episódio muito triste”, lembra ele, que pediu para ter o nome preservado.

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