Sexta-feira, 21 de Agosto de 2026
NOTA

MP dá sinal verde para Goiânia colocar “em modo de espera” quem escolher vacina da covid

Órgão pondera que providências tomadas pelos gestores não podem "implicar sacrifício do direito à imunização"

Por - Goiânia, GO
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O Ministério Público de Goiás (MP-GO) divulgou, nesta terça-feira (13), nota na qual se posiciona sobre uma solicitação da Prefeitura de Goiânia quanto à legalidade de punir, jogando para o final da fila, o indivíduo que “escolher” a vacina da Covid-19 pelo seu fabricante. No documento, o MP-GO destaca que o município não pode negar ao cidadão o direito de se vacinar, mas pode colocá-lo em “modo de espera” caso ele escolha o imunizante pela marca.

O texto divulgado é assinado pelos procuradores Marlene Bueno e Marcus Antônio Ferreira, que ressaltam se tratar de uma nota e não de um parecer, uma vez que a formulação de tal documento “não está entre as atribuições ministeriais”. Segundos eles, a manifestação vem após o assunto ter sido abordado em reunião do COE Municipal de Goiânia e “gerado demandas de imprensa”.

Na nota, os promotores alegam que a legislação dá ao gestor “a legitimidade para a tomada de medidas voltadas à proteção da coletividade”, o que inclui a vacinação, e que o decreto que dispõe sobre as ações de Vigilância Epidemiológica preveem como funções das Secretarias de Saúde “supervisionar, controlar e avaliar a execução das vacinações.”

Em caso de o cidadão rejeitar uma vacina por causa de seu fabricante para tomar outra, como acontecendo, a prefeitura de Goiânia poderia, portanto, “colocar o cidadão em modo de espera”, mas sem negar a ele o direito de se vacinar.

Para o fim da fila

Nesta semana, o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), disse em uma entrevista que tinha a intenção de mandar para o fim da fila da vacinação aquele que se negar a tomar uma vacina por causa de sua marca. “Muitas pessoas agendam, chegam ao local da vacina e perguntam: ‘Qual vacina: a vacina A, B ou C? Ah não! Não quero. Eu quero a outra’”, exemplificou o gestor em entrevista à Rádio Interativa.

A reportagem do Mais Goiás procurou a Secretaria Municipal de Goiânia (SMS) para saber se a prefeitura adotará essa punição, após posicionamento do MP-GO, e aguarda um retorno.

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