Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026
CRIME

MP oferece denúncia contra envolvidos na morte de corretor de imóveis de Rio Verde

Corretor Wellington Ferreira teria sido morto para que não recebesse uma dívida de R$ 20,7 milhões

Da Redação
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
Wellington Luiz Ferreira Freitas, de 67 anos (Foto: Divulgação)

O Ministério Público de Goiás (MPGO) ofereceu denúncia contra Renato de Souza, Rogério Oliveira Muniz e Rogério Teles Borges pela morte do corretor de imóveis Wellington Luiz Ferreira Freitas, ocorrida no último dia 20 de junho, em Rio Verde. Narra a denúncia, oferecida pelo promotor de Justiça Paulo Brondi, que a vítima foi morta a pedido de Renato de Souza, que não queria pagar uma dívida de R$ 20,7 milhões, resultante de uma comissão de venda de propriedade rural por ele adquirida.

Como Wellington Luiz vinha cobrando o pagamento do valor, Renato (segundo o MP) decidiu contratar Rogério Muniz e ofereceu-lhe a quantia de R$ 150 mil para que matasse o corretor. Aceita a proposta, Renato teria feito dois depósitos para Rogério nos valores de R$ 20 mil e R$ 10 mil, a título de adiantamento.

Sob a orientação e supervisão direta do contratante, Rogério teria procurado a vítima, supostamente interessado na compra de alguma terra em Goiás. No dia do crime, eles se encontraram, quando Wellington levou Rogério Muniz até sua fazenda, a fim de tentar vendê-la a ele. Já na propriedade rural, enquanto ambos estavam no interior do carro da vítima, Rogério a imobilizou com uma corda e a enforcou. Acreditando tê-la matado, ele deixou o corpo no local e fugiu.

Corpo de corretor foi também carbonizado

Na noite em que o crime ocorreu, Rogério Muniz recebeu um telefonema do também denunciado Rogério Teles, exigindo que ele “terminasse o serviço”. Assim, o executor retornou ao local do crime e colocou fogo no corpo da vítima, buscando apagar vestígios. Apurou-se ainda que Rogério Teles vigiou as ações de Rogério Muniz e deu-lhe apoio logístico.

Os envolvidos foram denunciados por:

– Renato de Souza: homicídio qualificado – artigo 121, parágrafo 2º, incisos I (motivo torpe), III (asfixia e fogo) e IV (dissimulação), e parágrafo 4º (segunda parte), e fraude processual – 347, parágrafo único, ambos do Código Penal, em concurso material;

– Rogério Oliveira Muniz: homicídio qualificado – artigo 121, parágrafo 2º, incisos I (promessa de recompensa), III (asfixia e fogo) e IV (dissimulação), e parágrafo 4º (segunda parte), e fraude processual – 347, parágrafo único, ambos do Código Penal, em concurso material;

– Rogério Teles Borges: homicídio qualificado – artigo 121, parágrafo 2º, III (asfixia e fogo) e IV (dissimulação), e §4º (segunda parte), do Código Penal.

O promotor Paulo Brondi pediu ainda a conversão da prisão temporária dos acusados Rogério Teles e Renato de Souza em prisão preventiva, para garantia da ordem pública e da instrução processual.

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