Caso Naskar: Ex-jogador da Seleção Brasileira está entre presos em operação que prendeu advogada em Goiás
Apuração aponta prejuízo de até R$ 1 bilhão a investidores e investiga captação de recursos com promessa de rendimentos acima do mercado
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O empresário José Maurício Volpato, ex-jogador da Seleção Brasileira de Vôlei e ex-apresentador de televisão sob a alcunha de Maurício Jahu, é um dos presos na investigação que apura um suposto esquema milionário envolvendo a Naskar Gestão de Ativos – companhia especializada na operação de investimentos em Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Detido em 22 de julho com outras duas pessoas, Volpato é alvo da polícia por fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro, ações que teriam relação com a invasão de sistemas que culminaram no furto de R$ 75 milhões da Zema Financeira, empresa ligada à família do candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo). A Operação Phoenix, que concentra as diligências, também já culminou na prisão da advogada de Anápolis Jéssika Lorrane Bastos de Castro.
Atualmente, Volpato aparece ligado à estrutura societária da Naskar, empresa que passou a ser investigada após clientes relatarem dificuldades para acessar valores investidos. Além dele, foram presos Marcelo Liranco Arantes e Rogério Vieira. Os três passaram por audiência de custódia no último dia 23 de julho e tiveram as prisões mantidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A decisão ocorreu um dia após a prisão do grupo durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), realizada em cidades paulistas.
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Segundo as investigações, os mandados foram cumpridos em São Paulo, Carapicuíba e Riviera de São Lourenço. Durante a ação, foram apreendidos veículos de luxo, celulares, computadores, dinheiro em espécie e cédulas de euros e dólares. A apuração aponta que a empresa captava recursos com a promessa de rentabilidade fixa acima da média do mercado. Após a interrupção dos pagamentos, em maio deste ano, investidores passaram a relatar dificuldades para realizar saques e falta de comunicação com a plataforma.

Investigação alcança Goiás
O caso também envolve o empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos, apontado como um dos nomes centrais da Naskar. Em Goiás, ele aparece relacionado a empresas registradas em cidades como Rio Verde, além de outras localidades no Maranhão e Mato Grosso. Levantamentos indicam a existência de 13 empresas vinculadas ao empresário ou relacionadas ao grupo, além de pelo menos 15 processos em tramitação no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) desde maio deste ano.
Douglas também é investigado em outro procedimento envolvendo a Zema Financeira, empresa ligada à família do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. Segundo as apurações, ele teria participado de uma estrutura responsável por desviar recursos da instituição financeira.

A Justiça determinou bloqueios de valores e bens ligados ao empresário, familiares e empresas relacionadas ao grupo. Douglas deixou o Brasil para Dubai, nos Emirados Árabes, em julho e é considerado foragido no inquérito conduzido em Minas Gerais.
Advogada presa em Anápolis
A advogada Jessika Lorrane Bastos de Castro, de 35 anos, também foi presa durante a operação que apura o suposto esquema de fraude envolvendo a invasão dos sistemas da Zema Financeira. Segundo a investigação, ela é companheira do empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, apontado como um dos principais articuladores do grupo e atualmente foragido após fugir para Dubai.
As apurações indicam que Jessika teria auxiliado na estrutura utilizada pelo esquema, com participação em movimentações financeiras consideradas relevantes, além do uso de contas bancárias e de uma empresa registrada em seu nome para o suposto rastreamento dos valores desviados. A defesa da advogada nega as acusações.
Em nota divulgada pela defesa, a advogada nega as acusações. Veja a nota completa.
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Prejuízos e promessas
Em âmbito nacional, as investigações apontam que cerca de 3 mil investidores podem ter sido afetados por um suposto esquema envolvendo a Naskar Gestão de Ativos, com prejuízo estimado em R$ 900 milhões. A empresa é investigada por captar recursos com a promessa de retorno de cerca de 2% ao mês e, posteriormente, interromper os pagamentos aos clientes e os canais de atendimento.
A apuração conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal investiga suspeitas de estelionato qualificado, organização criminosa e lavagem de capitais. Segundo os investigadores, o impacto financeiro pode chegar a R$ 1 bilhão, considerando vítimas no Distrito Federal e em outros estados. O caso segue em andamento, enquanto investidores buscam alternativas para recuperar os valores aplicados.
O Mais Goiás tenta contato com as defesas dos investigados e da Naskar. O espaço segue aberto para manifestação.
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