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Mulher de 37 anos presa por fingir ter 12 já fingiu ser criança em tratamento em Goiás

"Pequena Amanda" foi adotada e chegou a receber Mounjaro para “obesidade infantil”

Pequena Amanda chegou a receber Mounjaro Mulher de 37 anos presa por fingir ter 12 já fingiu ser criança em tratamento em Goiás
Foto: Reprodução

Antes de ser presa em Santa Catarina por fingir ter 12 anos, a mulher de 37 anos que teve o caso viralizado nesta quarta-feira (3) já havia se passado por criança em tratamento de saúde em Goiás, onde chegou a ser detida em 2024, em Goiânia, pelo crime de falsidade ideológica. Na ocasião, ela se apresentava como uma menor de idade que realizava acompanhamento médico. A Polícia Civil de Goiás (PCGO) não informou qual doença ela alegava ter, nem detalhou o andamento da investigação ou o delegado responsável pelo caso.

O episódio mais recente ocorreu nesta terça-feira (2), quando a mulher foi presa pela Polícia Civil de Santa Catarina após se passar por uma menina de 12 anos, dizer que era autista e adotar comportamentos infantis para enganar uma família em Joinville. Entre os hábitos, estavam o uso de chupeta e mamadeira, além de um objeto para dormir conhecido como “cheirinho”.

Segundo as investigações, a suspeita utilizava o nome falso de “Gabriele” e conseguiu abrigo ao relatar uma história de abusos no Pará. Com isso, passou cerca de 14 meses vivendo com a família, sendo tratada como filha e tendo despesas custeadas pelos moradores.

A polícia aponta que ela é suspeita de estelionato e falsa identidade. Durante o período em que permaneceu na casa, recebeu alimentação, roupas, atendimento médico e até Mounjaro para tratar uma suposta obesidade infantil. A família chegou, inclusive, a organizar uma festa de aniversário de 12 anos para ela.

Para sustentar a farsa, a mulher apresentava comportamento infantilizado no dia a dia e evitava frequentar a escola, alegando medo de ser encontrada pelo suposto pai biológico. Em diferentes versões, também dizia que sua aparência física adulta era consequência de uso forçado de hormônios na infância.

De acordo com a Polícia Civil, a suspeita possui antecedentes e já teria aplicado golpes semelhantes em outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Ela conheceu a família por meio de uma igreja evangélica, onde sensibilizou membros ao contar histórias de vulnerabilidade. Um pastor ajudou a encaminhá-la para a residência onde passou a viver, fortalecendo vínculos emocionais ao longo do tempo — a ponto de a família cogitar uma adoção legal.

Durante depoimento, a mulher confessou os fatos. Após a prisão, foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça.