‘Não tem nada a ver com isso’: síndico diz que filho não participou do assassinato de corretora em Caldas Novas; vídeo
Síndico e filho foram presos pela Polícia Civil. Investigações apontaram que Maycon Douglas atuou na obstrução de provas para livrar o pai da cadeia
O síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, afirmou que o filho Maycon Douglas de Oliveira, de 27 anos, não teve envolvimento na morte da corretora Daiane Alves de Souza. O corpo da vítima, de 43 anos, foi encontrado nesta quarta-feira, 28, em Caldas Novas.
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A declaração de assassino confesso ocorreu na tarde de hoje, enquanto era conduzido por policiais civis à Delegacia Estadual de Capturas (DECAP), em Goiânia. Pai e filho foram detidos durante a madrugada na cidade turística, mas foram transferidos à capital para prestar depoimento.
“Quero falar que o meu filho não tem nada a ver com isso. Eu não sei por que meu filho tá aqui”, disse o síndico em vídeo gravado pelo jornalista Jucimar de Sousa.
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Maycon, por outro lado, permaneceu calado quando chegou em Goiânia. O jovem é investigado por atuar diretamente na obstrução da Justiça e na destruição de evidências do assassinato. Segundo a Polícia Civil, ele teria, inclusive, adquirido um novo aparelho celular para auxiliar o pai na coordenação das provas e no descarte de informações que pudessem ligá-los ao desaparecimento da corretora.
De acordo com a investigação, a compra do novo celular teria ocorrido após o desaparecimento da vítima e teria como objetivo dificultar o rastreamento de mensagens, ligações e possíveis contatos relacionados ao crime. A polícia apura se o aparelho foi utilizado para orientar a limpeza de locais, a eliminação de registros digitais ou a combinação de versões entre os investigados.
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Além do celular, outros dispositivos eletrônicos e documentos foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados judiciais. Os peritos analisam dados armazenados, históricos de comunicação, localização e possíveis tentativas de exclusão de arquivos, que podem indicar uma atuação coordenada para interferir no andamento das investigações.
A Polícia Civil também investiga se Maycon teve participação direta em etapas da logística do crime, como o transporte do corpo ou o descarte de provas, ou se atuou exclusivamente na fase posterior ao homicídio, com foco em ocultação e obstrução.
Para os investigadores, a conduta atribuída ao filho reforça a tese de que houve tentativa deliberada de comprometer a coleta de provas e atrasar o esclarecimento do crime. O inquérito segue em andamento, e novas diligências não estão descartadas à medida que os laudos periciais e a análise dos dados avançam.
Nota da defesa:
“O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que os fatos ocorridos em Caldas Novas/GO ainda estão sendo apurados, e que maiores informações serão prestadas em momento oportuno. Reafirmamos o compromisso do Sr. Cléber em contribuir com as autoridades públicas e com o esclarecimento dos fatos sob investigação. O Sr. Cleber ainda será ouvido pela autoridade policial em data a ser designada”.