Durante pesquisa

“Pedras me frearam”, diz biólogo após cair em caverna de Posse (GO)

Pesquisador relata queda de mais de seis metros durante estudo e conta como foram os minutos que antecederam o acidente

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O biólogo Pedro Henrique Martins, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), relatou como ocorreu o acidente que sofreu no último domingo (22/3), ao cair dentro de uma caverna conhecida como “Corujão”, no município de Posse, no Nordeste de Goiás. O pesquisador desenvolvia estudos na região quando acabou escorregando de uma altura de mais de 6 metros.

Segundo ele, o acidente ocorreu após escorregar ao se apoiar em uma pedra que cedeu, provocando a queda para o interior da caverna. “Cheguei muito perto e segurei numa pedra que caiu. Eu acabei caindo junto numa queda de aproximadamente 6,5m. Não me machuquei muito, foram só escoriações leves pelo corpo. Felizmente, os bombeiros vieram muito rápido e me resgataram da forma mais segura possível”, disse.

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Apesar do susto, ele destacou que as condições do local ajudaram a reduzir a gravidade do impacto. “Ali [na caverna] tem uma vertical grande, mas caí entre duas pedras e isso ajudou a amortecer a queda. Se caísse naquele meio, poderia ter me machucado muito mais e ter algo muito pior na queda”, afirmou.

Pedro Henrique também ressaltou que utilizava equipamentos de segurança no momento da atividade, como capacete, o que contribuiu para evitar ferimentos mais graves. Ele reconheceu ainda que o tipo de pesquisa realizada envolve riscos naturais.

Vídeo mostra bombeiros se preparando para acessar interior da caverna, onde estava o pesquisador. Veja:

O acidente ocorreu por volta das 11h, na região do distrito de Barbosilândia. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o pesquisador, de 32 anos, foi encontrado consciente e orientado, apresentando apenas escoriações leves.

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Para realizar o resgate, as equipes montaram um sistema de descida controlada, permitindo o acesso seguro até a vítima. Em seguida, foram aplicadas técnicas de salvamento com ancoragem e içamento, possibilitando a retirada vertical até a superfície.

Após o resgate, o biólogo recebeu atendimento pré-hospitalar. Ele apresentava um corte na mão esquerda e escoriações na face, sem registro de complicações.