Defesa de empresário suspeito de agredir mulher em Pirenópolis diz ter recebido prisão “com surpresa”
Vítima chegou a ser internada em UTI após sofrer hemorragia
A defesa do empresário suspeito de agredir uma mulher em situação de rua em Pirenópolis, afirmou ter recebido “com surpresa” a decisão da 2ª Vara Criminal da comarca que decretou a prisão preventiva do investigado. O caso, que também provocou uma manifestação em frente à delegacia da cidade, envolve uma mulher de 49 anos que chegou a ser internada em UTI após sofrer hemorragia decorrente das agressões.
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Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), há elementos no inquérito que embasaram a medida judicial, enquanto a defesa contesta a decisão e afirma que não estão presentes os requisitos legais para a prisão.
Em nota, o advogado do empresário afirmam que “não estão presentes os requisitos legais necessários para a adoção de uma medida tão drástica” e sustenta que a decisão judicial será questionada nas instâncias competentes. A defesa também aponta que o caso estaria inserido em um contexto de “mobilização promovida por parte da comunidade de Pirenópolis”, alegando ainda a existência de outras circunstâncias que, segundo eles, serão apresentadas no momento processual adequado.
O comunicado reforça ainda a defesa dos princípios constitucionais, como a presunção de inocência, o contraditório e a ampla defesa. Segundo a nota, “não é possível qualquer conclusão definitiva acerca da responsabilidade antes do trânsito em julgado”, e a equipe jurídica afirma confiar na revisão da decisão à luz das provas e garantias legais.
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Mulher em situação de rua agredida em Pirenópolis
Enquanto isso, o caso segue sob investigação. A mulher, conhecida como “Maria”, relatou à Polícia Civil que dormia em um banco em um espaço público quando foi surpreendida por chutes e socos. Ela afirma ter sido acusada de causar danos a uma estrutura ligada a um estabelecimento comercial. Após a agressão, segundo o depoimento, o suspeito teria feito ameaças e determinado que ela não permanecesse na região.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento da agressão e ajudaram a reforçar o pedido de prisão preventiva, de acordo com a investigação. Dias após o episódio, a vítima procurou atendimento médico devido às dores persistentes e foi diagnosticada com lesão hepática, que teria causado hemorragia, levando à internação em UTI.
A PCGO informou que testemunhos e análises de imagens integram o conjunto de provas do inquérito. O suspeito, que é empresário e proprietário de três estabelecimentos comerciais em Pirenópolis, foi preso em uma ação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil e segue à disposição da Justiça.
Na noite da última quarta-feira (24), uma manifestação em frente à delegacia da cidade cobrou justiça e a manutenção da prisão do investigado. O protesto reuniu moradores e apoiadores da vítima.
A investigação continua em andamento. A vítima recebe acompanhamento da rede de proteção do município. O Batalhão Maria da Penha também informou que presta apoio e orientação no caso.