Policial mata cachorro a tiros em praça de Pirenópolis; PM alega que foi atacado
Policial alega que foi atacado pelo animal, mas moradores relatam que o cão era conhecido e cuidado por moradores de Pirenópolis
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Um policial militar matou um cachorro com três disparos de arma de fogo, na manhã deste domingo (20), na Praça do Coreto, em Pirenópolis. O policial alega que foi atacado pelo animal, mas moradores relatam que o cão era conhecido na região por ser companheiro de um homem que vivia em situação de rua e no momento dos disparos, estava protegendo o dono. Testemunhas mencionam que o morador de rua e dono do cão ficou inconsolável quando viu o animal morto.
Uma moradora que preferiu não se identificar contou que o clima era de normalidade enquanto a feira local começava a ser montada até que escutou os disparos. “Estávamos no café da frente, em frente ao Coreto, e ouvimos três disparos. Todo mundo ficou meio atônito”. Ela pegou sua câmera e começou a gravar assim que soube que haviam atirado no cachorro. “O policial alegou que sacou a arma para se defender porque o cachorro estava atacando ele. Mas esse cachorro é um desses cães de rua que não fazem mal pra ninguém. A população cuida dele”, explicou.
Um feirante que montava sua banca no momento e viu a situação, descreveu: “O cachorro estava no Coreto ao lado do dono, que é um morador de rua e estava dormindo. O cão estava tranquilo, mesmo com o barulho das montagens das bancas. Eles já dormiram no mesmo lugar outras vezes. Quando o policial se aproximou, o cachorro latiu e foi em direção a ele, acredito que pra proteger o dono. O policial deu três tiros e matou o cachorro. Ele nunca mordeu ninguém que cuidava dele”.
Um rapaz que presenciou o ocorrido questionou os policiais sobre a ação e foi preso por desacato. “Ele não foi agressivo, só queria entender por que fizeram aquilo”, afirmou a moradora que filmou o momento em que o jovem foi colocado na viatura da PM.
Em vídeos e imagens publicadas nas redes sociais, usuários se dividiram entre indignação e relatos de possíveis casos de ataques do cão. “Foi pura covardia! O cachorro não mordia ninguém, era amigo de todo mundo”, disse um rapaz; “Muito triste! Porém, o cachorro precisava de ao menos uma focinheira. Ele já me mordeu no centro histórico indo para o trabalho”, comentou uma mulher.
Ao Mais Goiás, a Polícia Militar afirmou, em nota, que a equipe foi acionada para averiguar uma denúncia envolvendo um morador em situação de rua. Segundo a PM, durante a abordagem, o cão de grande porte avançou de forma agressiva contra os policiais colocando em risco a integridade física deles e diante da ameaça, um dos militares fez uso da arma para conter o animal.
A nota também mencionou que houve relatos anteriores sobre episódios agressivos do mesmo cão e que as testemunhas presentes foram encaminhadas para prestar esclarecimentos sobre o caso.