Quadrilha criava e-mails e usava dados públicos de deputados para golpes em Goiás e no DF
Um dos suspeitos de se passar por deputado tentou destruir celular usado nos golpes. O homem é monitorado por tornozeleira eletrônica
Uma quadrilha especializada em usar perfis falsos de deputados e ex-deputados de Brasília usava imagens e dados públicos dos parlamentares para aplicar golpes em nome dos políticos. O bando criava contas falsas de e-mail, perfis em redes sociais e números em aplicativos de mensagens para simular a identidade de autoridades públicas ou de pessoas conhecidas das vítimas.
LEIA TAMBÉM
- Quadrilha que clonava perfis de deputados para aplicar golpe é alvo de operação em Goiás e no DF
- Grupo que invadia perfis em redes sociais para dar golpes é alvo de operação em Goiás
O bando especializado em golpes virtuais foi desarticulado nesta quinta-feira (26) em operação conjunta entre as Polícias Civis de Goiás e do Distrito Federal. Durante o cumprimento dos mandados, expedidos pelo Poder Judiciário do DF, foram apreendidos aparelhos celulares e outros materiais que serão submetidos à perícia técnica.
- Membros de família tradicional de Goiânia criam pirâmide e dão golpe de R$ 6,5 milhões
- Cliente registra queixa de estelionato após pagar mais de R$ 100 mil por móveis não entregues em Goiânia
Um dos suspeitos, monitorado por tornozeleira eletrônica, foi preso em flagrante ao tentar destruir um dos celulares usados no golpe. Ele foi detido antes de conseguir dar fim às provas.
A investigação
A investigação apontou que os suspeitos fazem parte de uma quadrilha ramificada em diferentes células, voltada à prática de fraudes eletrônicas. Segundo apurado, a quadrilha criava contas falsas de e-mail, perfis em redes sociais e números em aplicativos de mensagens para simular a identidade de autoridades públicas ou de pessoas conhecidas das vítimas.
Para conseguir enganar os alvos, os criminosos utilizavam imagens e informações públicas de parlamentares para montar perfis fakes. Com essas contas, entravam em contato com as vítimas, alegando situações de urgência envolvendo familiares, como acidentes ou emergências médicas, e solicitavam transferências financeiras imediatas, principalmente via Pix.
O uso indevido da identidade de deputados e ex-deputados passava uma sensação de veracidade às abordagens, o que aumentava o poder de persuasão dos golpistas e, consequentemente, o pagamento por parte das vítimas sem checar as informações. O bando é investigado por falsidade ideológica, estelionato mediante fraude eletrônica , lavagem de capitais e associação criminosa. As penas, se somadas, ultrapassam 20 anos.