Quadrilha movimenta R$ 1 bilhão por meio de fraudes na venda de imóveis em Aparecida
Servidor público é investigado suspeito de facilitar fraudes
Dois homens foram presos suspeitos de integrar uma quadrilha responsável por movimentar R$ 1 bilhão por meio de fraudes na venda e aquisição de imóveis, em Aparecida de Goiânia. Um servidor municipal também é investigado suspeito de facilitar o esquema.
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O bando, de acordo com o delegado Sérgio Henrique, falsificava os documentos procuratórios no Maranhão e, posteriormente, os utilizava no Estado de Goiás — especialmente no município aparecidense — para viabilizar transferências fraudulentas de bens imóveis.
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“Há fortes indícios da participação do servidor, mas ainda estamos aguardando outras diligências para saber quem e como atuava. Os crimes eram praticados desde de 2020. Ao todo, 10 pessoas são investigadas”, explica o chefe do Grupo Especializado de Investigações Criminais (GEIC)
Os documentos falsificados eram usados para simular operações legítimas de compra e venda de imóveis, possibilitando a transferência ilegal da titularidade de propriedades para terceiros que não figuravam como reais compradores, bem como a prática de fraudes junto a cartórios de registro de imóveis.
Ao todo, a Polícia Civil (PC) cumpriu dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão na última terça-feira, 24. Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados foi flagrado furtando energia elétrica por meio de ligação irregular direta (gato).
O suspeito também estava em posse de um fuzil. O armamento irregular, no entanto, estava registrado em nome de terceiros. A corporação apreendeu ainda contratos, escrituras públicas e certidões de matrícula de imóveis com indícios de fraude. Todo o material deve ser submetido a perícia.
“As medidas cautelares cumpridas visam à coleta de elementos probatórios e à interrupção das atividades ilícitas, além da proteção do patrimônio das vítimas. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido e identificação de outros possíveis envolvidos”, concluiu o delegado.