Polícia prende 51 em operação contra facção que ameaçou dominar Rio Verde
O grupo passou a ser investigado após a circulação de áudios nos quais integrantes afirmavam que a cidade estaria sob controle da organização
Uma operação da Polícia Civil prendeu 51 suspeitos nesta terça-feira (14/4) em ações contra uma facção criminosa que ameaçou dominar Rio Verde, no sudoeste de Goiás. O grupo passou a ser investigado após a circulação de áudios, em julho do ano passado, nos quais integrantes afirmavam que a cidade estaria sob controle da organização. Segundo as investigações, a chegada da facção coincidiu com o aumento da violência no município. O número de homicídios saltou de cinco para 14, além da ampliação das apreensões de drogas e armas.
“Em um dos áudios, indivíduos que se apresentavam como líderes de uma facção do Rio de Janeiro avisaram que, a partir daquele momento, eles é que coordenariam todas as atividades criminosas em determinados bairros da cidade”, afirmou o delegado Jorge Mesquita.
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De acordo com o delegado, criminosos locais passaram a atuar sob ordens de integrantes do Rio de Janeiro. “Descobrimos que criminosos que antes agiam por conta própria passaram a ser comandados por bandidos do Rio de Janeiro, o que aumentou a criminalidade no município e fez surgir casos de tortura, que estariam sendo filmados para intimidar outros integrantes”, disse.
Operação em Rio Verde
Durante a operação, oito pessoas foram autuadas em flagrante por tráfico de drogas. Ao todo, a Justiça expediu 61 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão, cumpridos em Goiás, São Paulo e Mato Grosso. Até o início da tarde, 10 investigados ainda não haviam sido localizados.
As ações mobilizaram mais de 250 policiais. Em operações anteriores contra o mesmo grupo, já haviam sido apreendidos armas, drogas e duas granadas, o que, segundo a polícia, indica o alto poder bélico da organização. Em áudios interceptados, integrantes também chegaram a ameaçar policiais.
Bloqueio de R$ 10 milhões
Os presos devem responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, tortura e homicídio. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 10,5 milhões em bens e contas dos investigados.