Teste do etilômetro: Goiânia responde por 46% das recusas de todo o estado
Capital contabilizou 1,7 mil motoristas que se negaram a sofrar o etilômetro em 2026. Em Goiás, o dado já chega a 3,6 mil
A irresponsabilidade no trânsito fez com que o número de motoristas parados com sinais de embriaguez e que se recusaram a fazer o teste do etilômetro chegasse a 3.660 neste ano, em Goiás. Segundo os dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), por dia, são em média 21 autuações, o que gera mais de 600 ocorrências mensalmente.
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Apenas Goiânia foi responsável por registrar, entre o período de 1ª de janeiro a 22 de junho, cerca de 1,7 mil motoristas que optaram por não soprar o etilômetro. Ou seja, 46,9% de todas as infrações de Goiás ocorreram na capital, conforme o órgão. Em 2025 e 2024, foram contabilizadas 9.729 e 10.153 ocorrências deste tipo, respectivamente.
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Vale ressaltar que, mesmo tendo o direito de não fazer o teste, o motorista que se recusar pode ser autuado por infração gravíssima, gerando multa de mais de R$ 2,9 mil, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses, de acordo com o Código de Trânsito. Em alguns casos, pode chegar a ser preso.
Percentual menor
Por outro lado, o percentual de motoristas que realizaram o teste do bafômetro e foram flagrados conduzindo veículos automotores sob efeito comprovado de álcool, em Goiás, é 18,3% menor do que os que se recusaram, de acordo com o Detran. Ao todo, foram 2.993 ocorrências ao longo de 2026.
Na comparação com a capital, o dado é ainda menor: apenas 231 registros, o equivalente a 22,2% do total de recusas contabilizadas pelos órgãos de segurança pública em Goiânia. No Brasil é adotada a política de tolerância zero, o que significa que o motorista não deve dirigir com nenhuma quantidade de álcool no organismo.
No entanto, para o teste do bafômetro, existe uma margem de tolerância de até 0,04 mg/L, que serve para cobrir a margem de erro do aparelho. Se constatado que o teor alcoólico é maior do que o permitido, o condutor pode sofrer as mesmas penalidades que o motorista que se recusou. O agravo deste tipo de punição, porém, seria a proibição do direito de dirigir e a prisão de, no máximo, três anos.
Multas em Goiás
As penalidades por embriaguez representam apenas uma fração das multas no estado. Com uma frota de 5,1 milhões de veículos, Goiás registrou uma multa de trânsito a cada oito segundos nas vias estaduais e federais que cortam o estado em 2026. Ao todo, foram mais de 1,5 milhão de infrações registradas em solo goiano entre janeiro e maio, segundo o Detran.
No ano passado, o estado contabilizou 4,6 milhões de multas aplicadas. Goiânia é o município com a maior concentração de infrações de trânsito, com 509,5 mil. O número representa 32,8% do total registrado até o mês passado pelo Detran.
A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) lidera a lista dos maiores multadores, com 392 mil penalidades aplicadas. A autarquia é seguida pela Prefeitura de Goiânia (302 mil), Prefeitura de Aparecida de Goiânia (194,9 mil), Detran (174,9 mil) e Polícia Rodoviária Federal – PRF (109,5 mil).
Domingo, sexta-feira e quinta-feira lideram os dias com a maior quantidade de infrações. Juntos, são responsáveis por 45% dos registros (699,1 mil). O desrespeito com as leis de trânsito ocorrem, principalmente, no período de 12 à 17h59, de acordo com o Detran.
Em relação aos veículos, os carros surpreendem ao liderarem com folga o número de multas. São 769.150 infrações, número 63,4% maior do que as motociclistas, que aparecem no segundo lugar do ranking com 281,6 mil penalidades. O pódio é completado por caminhonetes (232,2 mil), caminhonetas (69,4 mil) e utilitários (55,4 mil).