Júri do caso do homem torturado, morto e enterrado por bandidos termina em Catalão
Segundo o Ministério Público, foi motivado por dívidas de drogas
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Depois de nove anos, três pessoas foram condenadas por meio de júri popular pela morte de Cláudio Luiz da Silva. O crime aconteceu no ano de 2015 em Catalão, mas a sentença foi proferida na última quinta-feira (23/01). Na época de sua morte, Cláudio tinha 45 anos, ficou 15 dias desaparecido, até a polícia encontrar partes humanas em uma região de mata no Parque dos Buritis.
Segundo o Ministério Público, foi motivado por dívidas de drogas. Além do assassinato, o trio foi condenado pela ocultação de cadáver da vítima.
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À época, Cláudio, que estaria devendo dinheiro para o grupo, foi agredido em sua própria casa com pedradas e golpes de madeira pelos acusados. Com isso, ele desmaiou e, nesse momento, foi levado para uma zona de mata localizada no Bairro Parque dos Buritis e foi morto com diversos tiros na cabeça, além de outros golpes desferidos pelo grupo.
Após o crime, o corpo da vítima foi enterrado no local, mas, foi retirado e levado para outro local na zona rural de Catalão. Ainda de acordo com a denúncia, o caso teve o envolvimento de menores de idade. Eles foram corrompidos pelo grupo para participarem do crime.
Crime foi cometido por motivo torpe
Segundo a denúncia, o crime foi reconhecido como homicídio qualificado com o agravante de motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Além disso, o casal que faz parte do grupo foi condenado pelo crime de corrupção de menores. Outro participante do crime foi condenado apenas pelo crime de ocultação de cadáver.
O caso foi julgado pelo juiz Breno Gustavo Gonçalves dos Santos. Ele definiu que um dos acusados seja condenado a 20 anos, 3 meses e 15 dias de prisão em regime fechado. A mulher teve a pena definida em 18 anos, cinco meses e 15 dias em regime fechado. Já o terceiro réu foi condenado pelo crime de ocultação de cadáver, com a pena definida em 1 ano e 15 dias de reclusão em regime aberto.
Relembre o caso
O crime aconteceu no fim de julho de 2015, mas o corpo de Cláudio foi encontrado apenas 15 dias depois. Por meio de denúncia anônima, a polícia chegou até o grupo que, até então, era suspeito. Segundo o delegado responsável pelo caso, Cláudio foi morto, pois possuía dívidas com o grupo e também porque teria repassado informações comprometedoras do trio, que estava envolvido com o tráfico de drogas.