Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
HOMICÍDIO

Vigilante e esposa mortos em fevereiro fugiram 2km depois de baleados, em Aparecida

Polícia descobriu informação depois de prender mais dois suspeitos de envolvimento no crime

Por - Goiânia, GO
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Homens que acabam de ser presos por suspeita de participação no duplo homicídio em Aparecida (Foto: Divulgação)

Assassinados na manhã do último dia 18 de fevereiro perto do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, o Vigilante Penitenciário Temporário (VPT) Elias de Souza Silva, de 36 anos, e a esposa dele Ana Paula Silva Dutra, de 32 anos, ainda fugiram por dois quilômetros depois de serem baleados, mas foram perseguidos e executados. A descoberta foi feita depois que a Polícia Civil prendeu, na semana passada, mais dois suspeitos de participação no duplo homicídio.

Ronan Lima Martins, o “bigode, de 21 anos, e Alex de Souza Rodrigues, de 23 anos, segundo a Polícia Civil, participaram da emboscada, sendo que um deles atuou como motorista do Renault que seguiu o Ford KA em que estavam o VPT e a esposa, e o outro efetuou, junto com três comparsas, alguns disparos. No dia do crime, dois suspeitos de participação morreram em confronto, e um quinto integrante da quadrilha acabou preso.

“Estes dois que localizamos agora tinham fugido para o Rio de Janeiro, onde, com apoio de uma facção criminosa, permaneceram todos estes meses em um morro. Assim que voltaram para Goiás na semana passada conseguimos capturá-los, e em breve vamos prender mais dois compassas deles que também fugiram para a Capital carioca”, destacou o delegado Álvaro Melo, titular do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia.

A execução, ainda de acordo com o delegado, foi ordenada por Bruno da Conceição Pinheiro, o “Urso”, condenado que cumpria pena na Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), e que estava insatisfeito com as regras mais rígidas de vistoria implantadas na cadeia. Dias após o crime, Urso foi transferido para o Presídio Estadual de Formosa.

As investigações apontaram ainda que o VPT foi morto apenas por ter sido o primeiro a deixar a penitenciária naquele dia. “A ordem do Urso era para matar qualquer um agente, e Elias, que saiu caminhando do complexo, e entrou no carro da esposa, foi seguido, e emboscado alguns quilômetros à frente. Mesmo baleados, ele e a esposa ainda conseguiram dirigir, mas logo bateram em outro carro, e os criminosos, que continuaram atrás deles, desceram do veículo em que estavam, e acabaram de matá-los”, concluiu o titular da GIH de Aparecida de Goiânia.

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