CARNAVAL 2026

Bloco Não é Não leva tema sobre mulheres indígenas ao Carnaval de Goiânia em 2026

Concentração está marcada para 14h, no Bar Comer Bem Que Mal Tem

Bloco Não é Não leva tema sobre mulheres indígenas ao Carnaval de Goiânia em 2026
Bloco Não é Não - Foto: Divulgação

No dia 14 de fevereiro, o Bloco Não é Não sai as ruas de Goiânia na programação do Carnaval 2026 na cidade. A concentração está marcada para 14h, no Bar Comer Bem Que Mal Tem, na Rua 15, no Centro da capital. O cortejo começa às 17h30, percorre ruas centrais da cidade e termina às 19h, na Rua do Lazer (Rua 8). Neste ano, o bloco adota o tema “A mulher indígena é mãe do Brasil. A Amazônia é o coração do mundo” e terá grupos de mulheres indígenas na comissão de frente.

A psicóloga Cida Alves, doutora em Educação, é a idealizadora e coordenadora do bloco. Segundo ela, a definição do tema ocorreu de forma coletiva. “Foi uma decisão consensual e coletiva, como sempre, trazer ao foco da festa momesca deste ano o debate sobre a violência sexual sofrida pelas mulheres e meninas indígenas e também sobre a necessidade urgente da demarcação das terras dos povos originários como garantia de início da construção de uma Justiça Climática no Brasil”.

A organização orienta foliãs e foliões a produzirem suas fantasias sem caracterizações que representem povos indígenas. De acordo com o bloco, a recomendação de não se “fantasiar de índio” busca evitar desrespeito à cultura dos povos originários.

O evento é gratuito e, este ano, recebe pela primeira vez recursos da Secretaria de Cultura do Governo de Goiás. Durante a concentração e o desfile, estão previstas apresentações dos grupos de percussão Coró Mulher e Coró de Pau, além de Nega Si, DJs Gabi Matos e Iara Keven, grupo de metais do Coró de Pau, artistas do Circo Laheto, participação da Banda Fritos do Cerrado e do muralista e artista visual Wes Gama.

Na apresentação do projeto, o bloco afirma: “A civilização humana vive na atualidade a situação mais crítica de todos os tempos, o aquecimento global coloca a espécie humana e todo o planeta em risco extremo. Nesse sentido, nenhum outro tema é mais urgente que a Justiça Climática e a defesa da Mãe Terra”.

Formado por artistas, produtoras culturais, médicas, jornalistas, psicólogas e ativistas de direitos humanos, o Bloco Não é Não promove ao longo do ano ações relacionadas ao enfrentamento à misoginia, ao feminicídio, à cultura do estupro e à defesa da integridade e da liberdade sexual de mulheres e pessoas LGBT+.

Segundo Cida Alves, “o evento será aberto, gratuito e democrático, incluindo mulheres, população LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência (PCD), idosos e demais públicos”. A organização informa que haverá Espaço da Inclusão, com acessibilidade arquitetônica, intérpretes de Libras e banheiro adaptado, além de ações de gestão de resíduos durante o trajeto. Ainda de acordo com a coordenadora, “os povos originários e seu modo de vida garantiram a proteção de mais 83% da biodiversidade do mundo, por isso são o modelo de futuro possível. O futuro está na origem! A mulher é a origem de toda criação humana e a mulher indígena é a mãe do Brasil. Valorizar, escutar e dar centralidade às mulheres indígenas é enredo e expressão de uma gratidão ancestral”.

A organização destaca que o Trenzinho da Acessibilidade é destinado a crianças e pessoas com mobilidade reduzida e ressalta que não tolerará importunação sexual durante o evento.

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Confira a programação artística

  • 14h00min – DJ Gabi Matos
  • 15h15min – participação especial do Fritos da Terra – Coletivo Artvista
  • 15h30min – DJ Iara Kevene
  • 16h45min – Ciranda com Loren Happuk
  • 17h00 min – Circo Laheto
  • 17h30min – Abertura oficial do cortejo e saída para rua com Negasi Coró Mulher, Coró de Pau grupo de metais Aurelio Nogueira e Ingrid Lobo na guitarra.
  • 19h00min – Encerramento na Rua do Lazer