Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026
Agressão

Mulher diz ter sido espancada por seguranças na boate Villa Mix SP: “fingi desmaio para não apanhar”

Jovem afirma ter sido levada a uma sala nos fundos da casa noturna e espancada. Audiomix e boate sublinham que estão apurando a história

Por - Goiânia, GO
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Usando as redes sociais, uma jovem de 29 anos afirmou que foi espancada por seguranças da boate Villa Mix de São Paulo na madrugada do último domingo (5). Segundo ela, a agressão foi feita por cinco homens que trabalham na casa noturna. “Levei socos na cabeça, nos olhos, costas, chutes nas pernas, tive o meu vestido rasgado, além da humilhação que passei”, escreveu.

(Reprodução/Instagram)

(Reprodução/Instagram)

Tudo teria começado com o desentendimento entre ela e um homem que estava na boate. “Na pista de dança um homem jogou de propósito todo o copo da bebida dele no meu rosto. Por óbvio, a minha reação na hora foi a de também soltar o meu copo, já que na hora fiquei cega pelo álcool da bebida dele nos meus olhos”, narrou em uma publicação no Instagram.

Vendo a cena, ainda de acordo com a jovem, seguranças da equipe feminina a tiraram da pista de dança. Após uma discussão sobre “quem estava certo ou errado”, a levaram para uma sala nos fundos da casa noturna. Lá, teria sido onde as agressões – feitas por seguranças da equipe masculina – aconteceram. “Outras três testemunhas ouviram meus gritos de desespero e socorro do lado de fora da casa, e começaram a bater no portão, pedindo que liberassem a pessoa que estava ali”, continua o relato. Um homem teria dito que “está tudo bem, não está acontecendo nada”.

“Só pararam de me bater quando fingi um desmaio”

“Assim que começaram as agressões (dentro da tal sala), comecei a ameaçar chamar a polícia. Nesse momento, roubaram meu celular, me deixando lá presa sem qualquer comunicação. Só pararam de me bater quando eu parei de me debater e fingi um desmaio”, narrou a jovem.

Ela conta ainda que, após pessoas dizerem que a polícia estava a caminho, abriram o portão dos fundos da casa noturna e a colocaram para fora. Quando a polícia de fato chegou, usaram um aplicativo para localizar o telefone. “Em menos de cinco minutos, o celular foi entregue por um faxineiro da casa ao policial, falando que meu celular foi encontrado no lixo”, disse.

Segundo o site UOL, a polícia levou a jovem para um hospital, onde ela realizou exames. Depois, eles foram para a 27ª DP de São Paulo, no distrito de Campo Belo. Lá, ela registrou o caso com uma amiga e as pessoas que testemunharam os gritos do lado de fora da casa noturna.

Leia o relato completo da jovem aqui:

 

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Villa Mix São Paulo e Audiomix afirmam que estão apurando os fatos

Na tarde desta terça-feira (7), um dia após o relato da jovem viralizar nas redes sociais, tanto a Villa Mix São Paulo quanto a Audiomix se pronunciaram sobre o episódio.

Em nota, a Audiomix afirmou que “não corrobora e não tolera quaisquer condutas que afrontem a integridade e o respeito à dignidade da pessoa humana”. A empresa sublinhou ainda que se compromete a “inquirir os empresários licenciados exigindo uma meticulosa apuração dos fatos”.

 

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A boate Villa Mix de São Paulo confirmou boa parte da história da jovem na nota. Segundo lê-se, houve “um desentendimento com outro cliente, gerando tumulto”. O texto afirma que a equipe de segurança (terceirizada) foi acionada para “resolver a situação”.

Lê-se que uma equipe feminina abordou a jovem. “Conforme restou relatado perante a autoridade policial (Boletim de Ocorrência número 4029-2019), a mesma se mostrava descontrolada, em razão da discussão que teve com o outro cliente, inclusive teria agredido física e moralmente os colaboradores”.

A casa noturna, assim como a Audiomix, também destacou que repudia “qualquer tipo de violência, discriminação, racismo e qualquer tipo de agressão à mulher ou prática oposta à sua finalidade: proporcionar momentos de alegria e descontração”.

E informou também que está “acompanhando a apuração dos fatos e colaborará com as autoridades policiais para a responsabilização pelo lamentável acontecimento”. Além disso, os seguranças envolvidos na história estão, imediatamente, afastados até que os procedimentos oficiais de apuração sejam concluídos.

Leia a nota de esclarecimento da boate Villa Mix São Paulo na íntegra:

A “JHLS lanchonete e choperia”, licenciada da marca Villa Mix, vem por meio desta nota esclarecer os acontecimentos do último dia 05/05/2019 sobre as acusações de uma jovem, que teria sido vítima dentro da casa “Villa Mix” de São Paulo.

Na data referida, a jovem acusadora, conforme ela mesmo admite, teve um desentendimento com outro cliente gerando tumulto capaz de colocar em risco a integridade física dos envolvidos e de terceiros. Nesse momento, a equipe de segurança, composta de colaboradores de empresa terceirizada e especializada em eventos/casas noturnas, foi acionada para resolver a situação.

A equipe feminina de colaboradas da empresa de segurança relata que, ao abordarem a jovem acusadora, conforme restou relatado perante a autoridade policial (Boletim de Ocorrência número 4029-2019), a mesma se mostrava descontrolada, em razão da discussão que teve com o outro cliente, inclusive teria agredido física e moralmente os colaboradores.

A empresa informa que está acompanhando a apuração dos fatos e colaborará com as autoridades policiais para a responsabilização pelo lamentável acontecimento e determinou à empresa de segurança terceirizada o afastamento imediato dos seguranças envolvidos até que os procedimentos oficiais de apuração sejam concluídos.

Por fim, a empresa reitera que repudia qualquer tipo de violência, discriminação, racismo e qualquer tipo de agressão à mulher ou prática oposta à sua finalidade: proporcionar momentos de alegria e descontração.

Diretoria JHLS Lanchonete e Choperia

 

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