Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026
NAS URNAS

Bola cheia? Quem dos boleiros se deu bem e quem foi mal nas Eleições 2026

Ex-jogadores, técnicos e dirigentes conhecidos do futebol brasileiro tentaram transformar a popularidade dos gramados em votos, mas poucos conseguiram sair das urnas com um mandato

Johann Germano
Por - Goiânia, GO
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A bola deu lugar às urnas no último domingo (4), e diversos nomes conhecidos do futebol brasileiro entraram na disputa por cargos políticos nas Eleições 2026. Ex-jogadores, treinadores e dirigentes tentaram aproveitar a popularidade construída no esporte para conquistar ou renovar mandatos, mas o resultado foi majoritariamente negativo.

Entre os ex-jogadores de futebol, apenas dois conseguiram garantir um mandato: Danrlei e Bobô. O ex-goleiro do Grêmio foi reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul, enquanto o ídolo do Bahia conquistou mais um mandato de deputado estadual na Bahia.

Danrlei mantém espaço na Câmara

Ídolo do Grêmio, o ex-goleiro Danrlei foi um dos principais vencedores entre os representantes do futebol. Candidato pelo PSD, ele recebeu pouco mais de 105 mil votos e garantiu a reeleição para a Câmara dos Deputados pelo Rio Grande do Sul.

Deputado Danrlei (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

Com o resultado, Danrlei segue como um dos nomes do futebol brasileiro com maior longevidade na política. Ele está no Legislativo desde 2011 e conseguiu renovar o mandato novamente em 2026.

Bobô também está entre os vencedores

Na Bahia, quem comemorou foi Bobô. Ídolo do Bahia e ex-atacante, Raimundo Nonato Tavares foi reeleito deputado estadual pelo PCdoB, com 70.893 votos.

O resultado representa o quarto mandato consecutivo de Bobô na Assembleia Legislativa da Bahia. Ele já havia sido eleito em 2014, 2018 e 2022.

Em Goiás, Romário Policarpo foi eleito deputado estadual. Nos cargos de 2º vice-presidente e diretor de Comunicação Social do Vila Nova Futebol Clube, é vereador por Goiânia desde 2017, assumindo a presidência da Casa pela primeira vez em 2019. No pleito deste domingo (4), recebeu 55.337 votos, o equivalente a 1,52% dos votos válidos no estado.

Romário Policarpo (Foto: Tigrão TV)

Luxemburgo tenta o Senado, mas fica fora

Um dos nomes mais conhecidos da lista foi Vanderlei Luxemburgo. O ex-técnico da Seleção Brasileira disputou uma vaga ao Senado pelo Tocantins, pelo Podemos, mas não conseguiu se eleger.

Foto: @timedoluxemburgo

Luxemburgo terminou em sétimo lugar, com 67.987 votos, equivalentes a 4,11% dos votos. Foi a segunda tentativa do treinador de chegar ao Senado, depois da movimentação eleitoral que também ocorreu em 2022.

Edmundo e Luís Fabiano não se elegem

Dois ex-atacantes que marcaram época no futebol brasileiro também tentaram uma vaga na Câmara dos Deputados, mas não conseguiram.

Edmundo, ídolo de Vasco e Palmeiras, concorreu pelo PSDB do Rio de Janeiro e recebeu cerca de 35,7 mil votos. Já Luís Fabiano, pelo MDB de São Paulo, teve 9.613 votos. Nenhum dos dois alcançou uma cadeira na Câmara.

Marcelinho Carioca também não consegue voltar à política

Outro nome bastante conhecido que ficou pelo caminho foi Marcelinho Carioca. O ex-jogador do Corinthians tentou uma vaga de deputado distrital no Distrito Federal pelo Republicanos, mas recebeu apenas 2.494 votos e não foi eleito.

Foto: Republican/Divulgação

Também ficaram fora da Câmara nomes como Washington Coração Valente, candidato pelo MDB no Distrito Federal, e o ex-dirigente do Flamengo Marcos Braz, que disputou uma vaga de deputado federal pelo PSDB do Rio de Janeiro e recebeu 18.305 votos. O ex-presidente do Fla e deputado federal Eduardo Bandeira de Mello não conseguiu se reeleger na Câmara.

Marcos Braz (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Outros nomes ligados ao futebol também perderam

A lista de derrotados ainda inclui o ex-atacante Finazzi, ex-Vila Nova, Goiás, Anapolina, Rioverdense, e ex-técnico do Goiânia, que recebeu 1.069 votos na disputa por uma vaga de deputado federal em São Paulo.

O ex-goleiro Sérgio, candidato a deputado estadual pelo Solidariedade, com 9.565 votos; e Dinei, que teve 6.338 votos na disputa pela Assembleia Legislativa de São Paulo, também não se elegeram.

No Rio de Janeiro, o ex-atacante Donizete Pantera também não conseguiu se eleger deputado estadual pelo PL. Ele recebeu 4.884 votos. Outro nome que tentou chegar à Câmara foi Cleo Hickmann, pelo PDT do Rio Grande do Sul. O candidato teve apenas 412 votos e também ficou fora.

Alexandre Kalil também é derrotado em Minas

A lista inclui ainda um nome que teve trajetória de destaque fora das quatro linhas: Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético-MG e ex-prefeito de Belo Horizonte.

Foto: Bruno Cantini/Atlético Mineiro

Candidato do PDT ao governo de Minas Gerais, Kalil recebeu 403.017 votos, mas terminou a disputa na quinta colocação e não conseguiu retornar ao cenário político por meio do Palácio Tiradentes.

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