Bola cheia? Quem dos boleiros se deu bem e quem foi mal nas Eleições 2026
Ex-jogadores, técnicos e dirigentes conhecidos do futebol brasileiro tentaram transformar a popularidade dos gramados em votos, mas poucos conseguiram sair das urnas com um mandato
Ir direto pra matéria
A bola deu lugar às urnas no último domingo (4), e diversos nomes conhecidos do futebol brasileiro entraram na disputa por cargos políticos nas Eleições 2026. Ex-jogadores, treinadores e dirigentes tentaram aproveitar a popularidade construída no esporte para conquistar ou renovar mandatos, mas o resultado foi majoritariamente negativo.
- Podemos “contrata” Luxemburgo, amplia número de prefeitos e projeta 2026 forte em Goiás
- Despedida de Messi: ingressos esgotam em 90 minutos
- Subiu! Rio Verde vence fora de casa e retorna à elite do Goianão após 8 anos
Entre os ex-jogadores de futebol, apenas dois conseguiram garantir um mandato: Danrlei e Bobô. O ex-goleiro do Grêmio foi reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul, enquanto o ídolo do Bahia conquistou mais um mandato de deputado estadual na Bahia.
Danrlei mantém espaço na Câmara
Ídolo do Grêmio, o ex-goleiro Danrlei foi um dos principais vencedores entre os representantes do futebol. Candidato pelo PSD, ele recebeu pouco mais de 105 mil votos e garantiu a reeleição para a Câmara dos Deputados pelo Rio Grande do Sul.

Com o resultado, Danrlei segue como um dos nomes do futebol brasileiro com maior longevidade na política. Ele está no Legislativo desde 2011 e conseguiu renovar o mandato novamente em 2026.
- Jogador do Rio Verde é preso suspeito de agredir namorada após crise de ciúmes
- Guto Ferreira fala em “sorte de campeão” após vitória suada do Vila sobre o Botafogo-SP
- Adson valoriza vitória do Atlético, mas evita euforia: “não podemos ter empolgação”
Bobô também está entre os vencedores
Na Bahia, quem comemorou foi Bobô. Ídolo do Bahia e ex-atacante, Raimundo Nonato Tavares foi reeleito deputado estadual pelo PCdoB, com 70.893 votos.
O resultado representa o quarto mandato consecutivo de Bobô na Assembleia Legislativa da Bahia. Ele já havia sido eleito em 2014, 2018 e 2022.
Em Goiás, Romário Policarpo foi eleito deputado estadual. Nos cargos de 2º vice-presidente e diretor de Comunicação Social do Vila Nova Futebol Clube, é vereador por Goiânia desde 2017, assumindo a presidência da Casa pela primeira vez em 2019. No pleito deste domingo (4), recebeu 55.337 votos, o equivalente a 1,52% dos votos válidos no estado.

Luxemburgo tenta o Senado, mas fica fora
Um dos nomes mais conhecidos da lista foi Vanderlei Luxemburgo. O ex-técnico da Seleção Brasileira disputou uma vaga ao Senado pelo Tocantins, pelo Podemos, mas não conseguiu se eleger.
- Pentacampeão: Goiás Vôlei vence o Instituto Ace e conquista o Campeonato Goiano
- Vila Nova sofre, mas vence o Botafogo-SP e mantém liderança na Série B
- Domingo de eleição sem esporte no Brasil?

Luxemburgo terminou em sétimo lugar, com 67.987 votos, equivalentes a 4,11% dos votos. Foi a segunda tentativa do treinador de chegar ao Senado, depois da movimentação eleitoral que também ocorreu em 2022.
- Bate e volta! Ponte Preta cai e jogará com Anápolis e Goiatuba em 2027
- Duelo de Galos! São Luís e Goiânia seguem na parte de baixo da Divisão de Acesso
- De roupa nova, Atlético segue firme na briga pelo acesso e afunda o América-MG
Edmundo e Luís Fabiano não se elegem
Dois ex-atacantes que marcaram época no futebol brasileiro também tentaram uma vaga na Câmara dos Deputados, mas não conseguiram.
Edmundo, ídolo de Vasco e Palmeiras, concorreu pelo PSDB do Rio de Janeiro e recebeu cerca de 35,7 mil votos. Já Luís Fabiano, pelo MDB de São Paulo, teve 9.613 votos. Nenhum dos dois alcançou uma cadeira na Câmara.
Marcelinho Carioca também não consegue voltar à política
Outro nome bastante conhecido que ficou pelo caminho foi Marcelinho Carioca. O ex-jogador do Corinthians tentou uma vaga de deputado distrital no Distrito Federal pelo Republicanos, mas recebeu apenas 2.494 votos e não foi eleito.
- Diogo Moreira faz história na MotoGP e encerra tabu que durava uma eternidade: “Hoje era o dia”
- Com facilidade, Brasil goleia a Índia no último amistoso da Data FIFA
- Bom Jesus faz o dever de casa, vence o Trindade e se aproxima da liderança da Divisão de Acesso

Também ficaram fora da Câmara nomes como Washington Coração Valente, candidato pelo MDB no Distrito Federal, e o ex-dirigente do Flamengo Marcos Braz, que disputou uma vaga de deputado federal pelo PSDB do Rio de Janeiro e recebeu 18.305 votos. O ex-presidente do Fla e deputado federal Eduardo Bandeira de Mello não conseguiu se reeleger na Câmara.

Outros nomes ligados ao futebol também perderam
A lista de derrotados ainda inclui o ex-atacante Finazzi, ex-Vila Nova, Goiás, Anapolina, Rioverdense, e ex-técnico do Goiânia, que recebeu 1.069 votos na disputa por uma vaga de deputado federal em São Paulo.
- “O rival está com inveja”: Hugo Bravo cutuca o Goiás após patrocínio máster do Vila
- Divisão de Acesso: Mineiros vence o Morrinhos, chega a quarta vitória seguida e mantém sonho de acesso
- Após saída de CR7, Portugal perde 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais
O ex-goleiro Sérgio, candidato a deputado estadual pelo Solidariedade, com 9.565 votos; e Dinei, que teve 6.338 votos na disputa pela Assembleia Legislativa de São Paulo, também não se elegeram.
- GP do Bahrein na Malásia? Confira mudança no calendário da F1
- Vini Jr. volta a jogar onde foi campeão com atacante do Vila Nova e ex-zagueiro do Goiás
- Vila Nova anuncia BYD como novo patrocinador master até 2026
No Rio de Janeiro, o ex-atacante Donizete Pantera também não conseguiu se eleger deputado estadual pelo PL. Ele recebeu 4.884 votos. Outro nome que tentou chegar à Câmara foi Cleo Hickmann, pelo PDT do Rio Grande do Sul. O candidato teve apenas 412 votos e também ficou fora.
Alexandre Kalil também é derrotado em Minas
A lista inclui ainda um nome que teve trajetória de destaque fora das quatro linhas: Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético-MG e ex-prefeito de Belo Horizonte.

Candidato do PDT ao governo de Minas Gerais, Kalil recebeu 403.017 votos, mas terminou a disputa na quinta colocação e não conseguiu retornar ao cenário político por meio do Palácio Tiradentes.