CAMPEONATO BRASILEIRO

Clubes e CBF discutem diminuição do número de rebaixados e de estrangeiros do Brasileirão

Caso sejam aprovadas, as mudanças entrariam em vigor apenas em 2027

Conselho Técnico da Série A, realizado na sede da CBF
Conselho Técnico da Série A, realizado na sede da CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou, na última terça-feira (11/03), o Conselho Técnico do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, estiveram presentes os representantes dos 20 clubes que disputam a competição. A reunião serviu como ponto de partida para a discussão de dois assuntos muito comentados no futebol brasileiro nos últimos meses: a mudança na regra do rebaixamento e de estrangeiros permitidos por partida.

Assim como a discussão sobre um possível veto aos estádios com gramado sintético, qualquer nova decisão passaria a vigorar apenas na edição de 2027 do Brasileirão. Nos próximos meses, o Conselho Nacional de Clubes (CNC) terá a missão de levantar argumentos prós e contras para os dois temas. No caso do número de jogadores estrangeiros, que, recentemente, aumentou de cinco para nove, a ideia é respeitar o contrato vigente dos mais de 130 atletas de nacionalidade estrangeira na Série A.

Já a redução do número de rebaixados é ainda mais polêmica e tem um impacto maior, pois afetaria as outras divisões. No modelo atual, utilizado desde 2006, quando o Campeonato Brasileiro passou a contar com 20 times, quatro equipes são rebaixadas para a segunda divisão, que também promove quatro clubes para a elite. Na proposta apresentada pelos representantes das agremiações, apenas os três últimos cairiam para a Série B, que também passaria a ter apenas três vagas de acesso.

Caso seja aprovada, a mudança também irá interferir nas séries C e D. No caso da Terceira, três subiriam para a segunda divisão e três cairiam para a quarta e última divisão, que não tem rebaixamento, mas que passaria a promover apenas três times para a terceira divisão nacional. Nesta sexta-feira (14/03), a CBF se reunirá com os 20 participantes da Série B, que também devem debater o tema. Além disso, ao longo do ano, a entidade deve passar a se reunir mensalmente com o CNC para discutir as possíveis mudanças.