Ex-técnico do Goiás revela contratação de segurança particular: “Ninguém vai bater na minha cara”
Treinador desabafou após protestos da torcida organizada
Ir direto pra matéria
O técnico Hélio dos Anjos, que comandou o Goiás em diferentes passagens, fez um forte desabafo após a vitória do Náutico por 2 a 1 sobre o Londrina, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Alvo de protestos de integrantes de uma torcida organizada nos últimos dias, o treinador afirmou que mantém uma estrutura particular de segurança para proteger a si e a família.
Segundo Hélio, o gasto mensal com seguranças particulares chega a R$ 12 mil e é uma medida adotada para evitar situações de risco fora do ambiente de trabalho.
“Eu gasto R$ 12 mil por mês com segurança. Não é o Náutico que paga, sou eu. Eu não vou abrir vidro de carro para marginal meter o dedo na minha cara. Ninguém vai bater na minha cara. Eu me protejo”, afirmou.
O treinador ressaltou que não faz distinção entre torcedores comuns e integrantes de organizadas, mas afirmou que não aceita qualquer tipo de intimidação. “Eu respeito torcedor. Agora, marginal travestido de torcedor eu não respeito. Eu não vou dar abertura para isso. Nunca dei e nunca vou dar.”
Hélio também lembrou que, ao longo de mais de quatro décadas de carreira, sempre manteve distância de torcidas organizadas. “Em 42 anos de futebol eu nunca dei abertura para torcida organizada. Nunca. E não vou dar agora.”
- Hélio dos Anjos crítica gestores de futebol com quem já trabalhou na carreira: “São péssimos”
- Michel Alves prevê data para pagamento de salários atrasados do Goiás
- Atlético terá mudanças para encarar o Cuiabá; veja escalação
- 10 anos do acidente: Chapecoense planeja amistoso com Atlético Nacional
O comandante alvirrubro ainda criticou episódios em que integrantes de organizadas participam de reuniões dentro dos clubes. “Você nunca vai ver trabalho de Hélio dos Anjos com torcida organizada dando palestra, colocando dedo na cara de jogador. Eu tenho vergonha de ver isso como profissional. E isso não resolve.”
Nos últimos dias, torcedores do Náutico realizaram um protesto em frente ao CT Wilson Campos cobrando mudanças no futebol do clube. Faixas pedindo a saída de Hélio dos Anjos e do filho, Guilherme dos Anjos, foram exibidas durante a manifestação, que ocorreu em meio à sequência de oito partidas sem vitória da equipe na Série B.
Apesar da pressão, o treinador afirmou que seguirá trabalhando normalmente e reforçou que sua preocupação é apenas com a segurança pessoal.
“Se eu me sentir inseguro, eu tenho capacidade de buscar minha segurança. A única coisa que eu não aceito é querer se aproximar de mim. Querer essa história de que ‘vou bater’. Isso eu não dependo do clube. Isso eu me protejo da minha forma, do meu jeito.”
Primeiro protesto aconteceu em abril deste ano
Esta não é a primeira vez que Hélio dos Anjos se manifesta sobre a relação com torcidas organizadas. Em abril deste ano, após outro protesto de integrantes da principal organizada do Náutico no CT Wilson Campos, o treinador já havia adotado um discurso firme. Na ocasião, afirmou que nunca deu abertura para esse tipo de relação ao longo da carreira, criticou a presença de organizadas no dia a dia dos clubes e disse que não aceitaria qualquer tipo de intimidação.
“ Em 42 anos de futebol eu nunca dei abertura para torcida organizada. Nunca. E não vou dar agora […] “ Você nunca vai ver trabalho de Hélio dos Anjos com torcida organizada dando palestra, colocando dedo na cara de jogador. Eu tenho vergonha de ver isso como profissional. E isso não resolve.”