Segunda-feira, 27 de Julho de 2026
LES BLEUS

Deschamps reconhece que França é favorita: ‘não é uma palavra tabu para mim’

Técnico da França, Didier Deschamps, usou entrevista ao The Guardian para responder críticas que vem recebendo no próprio país

Por - Goiânia, GO
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Didier Deschamps, técnico da França, ao lado de Mbappé (Foto: Instagram)

Enquanto outros técnicos, como Thomas Tuchel (Inglaterra), tiram o peso do favoritismo do ombro de seus jogadores e o entregam para as seleções adversárias, o técnico da França, Didier Deschamps, toma o caminho contrário.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, publicada a poucas horas da cerimônia de abertura do Mundial, Deschamps reconheceu que os franceses estão na prateleira das equipes com maior chance de levantar a taça no dia 15 de junho.

“Estamos sim entre os favoritos da Copa, essa palavra não é um tabu para mim. Se nós temos hoje esse status, que me parece lógico e legítimo, é por tudo o que fizemos e pelos resultados que alcançamos”, afirmou o treinador.

Deschamps também respondeu as críticas que vem recebendo dentro do próprio país, especialmente pelo funcionamento coletivo da seleção e pela proposta futebolística da equipe. Ele entende que, no exterior, as análises são mais favoráveis aos ‘Bleus’ do que as feitas pelos próprios torcedores.

Seleção da França (Foto: Instagram)

“No estrangeiro, talvez haja mais reconhecimento. Sei muito bem que a sensação fora é diferente do que a que se tem na França. Se eu ainda sigo aqui, é porque a seleção francesa ganhou muitas partidas. Se fosse o contrário, eu teria saído antes, por vontade própria ou demitido”, disse ele.

Mais adiante, o comandante francês fez ponderações sobre o estilo de jogo que escolheu para o time. “Depende do que vê entende por ‘estilo’ de jogo. A nível internacional é uma coisa, na França é outra. E Deus sabe que, apesar de dizerem que é uma equipe defensiva, isso não nos impediu de obter resultados. Vamos ver o que acontece no Mundial. Depois disso, cada um poderá ter sua própria opinião”.

Outro tema abordado na entrevista foi a escolha de Kylian Mbappé para função de capitão, herdada com a saída do goleiro Hugo Lloris. “Kylian já era o nosso capitão antes de ser-lo. Escutava, observava, embora não tenha a mesma personalidade de Lloris. Ele assumiu a liderança dentro e fora de campo, e sabe que quando fala, é em nome de todos os jogadores”.

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