Goiás terá 1.146 câmeras com reconhecimento facial para localizar procurados pela Justiça
Expansão do programa IA Contra o Crime prevê 4.435 novos equipamentos em 202 municípios e expectativa de alcançar 95% da população até o fim de 2026
Ir direto pra matéria
Goiás terá 1.146 novas câmeras com tecnologia de reconhecimento facial para ajudar as forças de segurança a localizar pessoas procuradas pela Justiça. Os equipamentos fazem parte da segunda etapa do programa IA Contra o Crime, anunciada nesta segunda-feira (14), que prevê 4.435 novas câmeras em 202 municípios ainda em 2026. Com a expansão, o sistema pode chegar a 5.362 equipamentos distribuídos pelas 22 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs), com expectativa de alcançar 95% da população goiana até o fim do ano.
As câmeras de reconhecimento facial serão conectadas ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e a base do Goiás Biométrico. Na prática, o objetivo é identificar pessoas que estejam sendo procuradas pela Justiça a partir das imagens captadas pelos equipamentos e ajudar os policiais no cumprimento de mandados de prisão.
Além dos equipamentos de reconhecimento facial, a expansão prevê 3.289 câmeras com tecnologia de leitura automática de placas. O sistema também vai poder ser usado para acompanhar veículos e auxiliar as equipes de segurança em diferentes tipos de ocorrência.
- Sátira tem limite com uso de IA: TSE endurece análise de deepfakes nas eleições
- GO: IA Contra o Crime resolveu 1,4 mil crimes em 6 meses, diz Copom
Como a tecnologia será usada?
O governador Daniel Vilela (MDB) afirmou que o sistema já conta com cerca de 4,8 mil câmeras instaladas em pontos considerados estratégicos. Segundo ele, a meta é colocar todos esses equipamentos em funcionamento até o fim de setembro.
“A ideia é que até o final do mês de setembro a gente já esteja com todas essas 4.800 câmeras em funcionamento, com a internet já conectada, que ela depende dessa conectividade, para que a gente possa garantir e ampliar a ação das nossas forças de segurança em todo o estado”, afirmou.
O governador também afirmou que a tecnologia poderá ser ampliada futuramente para os 246 municípios goianos, com a integração de câmeras instaladas pelas próprias prefeituras e também de equipamentos privados.
Uma das características destacadas é a possibilidade de fazer buscas por características visuais. Segundo Vilela, além do reconhecimento de um rosto ou da identificação de uma placa, a plataforma pode procurar elementos como a cor de uma roupa, a tonalidade de um veículo ou um adesivo.
A segunda etapa do programa também prevê a criação de 14 Centros de Comando e Controle (CCCs) regionais. Eles serão instalados em municípios como Anápolis, Rio Verde, Itumbiara, Jataí e Porangatu.
- IA ajuda Polícia Civil a identificar e prender suspeitos de homicídio em Goiânia
- IA ajuda PM a identificar rota de fuga e prender ladrões no setor Marista, em Goiânia
A ideia é descentralizar o monitoramento e aproximar a estrutura tecnológica das forças de segurança que atuam no interior.
De acordo com o governo, cerca de 100 postes por dia estão sendo instalados para receber os equipamentos. O presidente da Goiás Tecnologia, João Batista Grego, afirmou que mais de 3,8 mil postes foram instalados em menos de 90 dias, o equivalente a cerca de 90% da estrutura prevista para esta etapa. A instalação das câmeras, segundo ele, estava com 80% de execução.
Cada força terá uma função
A plataforma será utilizada pelas diferentes forças de segurança de acordo com a atuação de cada uma. A Polícia Militar ficará voltada principalmente ao patrulhamento e ao apoio operacional. A Polícia Civil poderá utilizar as informações nas investigações e na produção de provas.
A Polícia Científica deve trabalhar com coleta e cruzamento de dados, enquanto o Corpo de Bombeiros vai poder utilizar o sistema no monitoramento e no combate a queimadas.
O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Neto, ressaltou que a tecnologia vai servir como apoio ao trabalho dos agentes. Segundo ele, a decisão sobre uma abordagem ou outra medida continuará sendo responsabilidade dos profissionais de segurança.
Leia mais: